Polícia Federal

Proteção de incentivos para pesquisa, ciência e tecnologia avança

Publicado em

Polícia Federal


A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou nesta quarta-feira (27) projeto de lei complementar que exclui incentivos para pesquisa, ciência e tecnologia das regras de redução de benefícios tributários estabelecidas pela Lei Complementar 224, de 2025.

Sancionada em dezembro, a norma determinou cortes em diversos incentivos fiscais com o objetivo de reduzir gastos públicos. O projeto aprovado determina que as regras não se aplicam à Lei do Bem — que garante benefícios tributários a empresas que realizam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no país.

O PLP 6/2026, do senador Izalci Lucas (PL-DF), foi relatado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e agora segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Segundo Izalci, a proposta busca preservar um dos principais instrumentos de estímulo à inovação tecnológica no setor produtivo nacional. O autor afirma que os incentivos ajudam a reduzir o custo privado da inovação e aumentam o investimento empresarial em tecnologia, com efeitos positivos sobre produtividade, competitividade e geração de empregos qualificados.

De acordo com ele, em 2024, a renúncia fiscal de R$ 12 bilhões associada à Lei do Bem resultou em R$ 51,6 bilhões em investimentos em inovação. O valor é 4,3 vezes maior que o total dos benefícios.

A justificativa do projeto afirma ainda que a renúncia fiscal da Lei do Bem representou cerca de 1,77% do total de subsídios da União em 2024. Izalci também aponta que relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) classificou o incentivo à inovação como de “baixo risco” dentro do parâmetro fiscal do país.

Já o relator afirma que a proposta preserva um mecanismo importante de política pública sem impedir a revisão de outros benefícios considerados menos eficientes. Para ele, os incentivos da Lei do Bem produz resultados significativos para o desenvolvimento econômico e social.

— A Lei do Bem gera cerca de R$ 30 bilhões de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O governo coloca um incentivo em torno de R$ 8 bilhões. Dá para notar, pelos números, o quanto isso é importante. Todo o dinheiro aplicado é dinheiro da população, é dinheiro público, e ele precisa ter retorno. E esse retorno é feito de uma forma excepcional pela Lei do Bem — afirmou o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia Federal

Mais um prefeito do PL abandona Wellington e declara apoio a Pivetta

Publicados

em


A candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso ganhou mais um obstáculo dentro da própria legenda. Mais um prefeito filiado ao PL decidiu contrariar a orientação partidária e declarou apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

O movimento aumenta a lista de prefeitos do PL que optaram por apoiar Pivetta e expõe o desconforto existente dentro da legenda em torno da candidatura de Wellington. A direção estadual do partido já havia determinado a abertura de procedimentos contra gestores considerados “infiéis”, que decidiram apoiar outro candidato ao Palácio Paiaguás.

Entre os casos que já provocaram reação da direção do PL estão os das prefeitas Flávia Moretti, de Várzea Grande, e dos prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três declararam apoio a Pivetta, contrariando a candidatura oficial do partido.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que os filiados que desejassem apoiar outro candidato deveriam se afastar da legenda ou seguir os procedimentos internos antes de anunciar publicamente a decisão. Segundo ele, haverá uma “depuração” no partido.

A nova declaração de apoio a Pivetta ocorre em um momento particularmente delicado para Wellington. O senador tenta consolidar sua candidatura ao Governo justamente com o respaldo da estrutura do PL e do eleitorado bolsonarista, enquanto Pivetta busca ampliar alianças e atrair lideranças municipais.

O cenário evidencia uma divisão entre a orientação da direção estadual do PL e parte dos prefeitos da legenda, que possuem influência direta sobre suas bases eleitorais. Para Pivetta, cada adesão representa a ampliação de sua rede política no interior e pode ter peso importante na disputa.

A movimentação também coloca Wellington diante do desafio de evitar que novas lideranças do partido migrem publicamente para a campanha adversária. Com a eleição se aproximando, o apoio de prefeitos e grupos políticos regionais tende a ganhar ainda mais importância na corrida pelo Palácio Paiaguás.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA