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Prefeitura de Sinop reforça campanha para uso de transporte regular via aplicativos oficiais e táxis credenciados

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Segurança e Trânsito, reforça a campanha de conscientização para que a população utilize exclusivamente serviços de transporte devidamente regularizados. A orientação é para que corridas sejam solicitadas por aplicativos oficiais, diretamente pelas plataformas, ou com táxis credenciados, garantindo mais segurança durante os deslocamentos.

A campanha está sendo veiculada nos canais oficiais da Prefeitura e também em peças publicitárias instaladas em locais estratégicos da cidade, a exemplo do Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo. A mensagem alerta para os riscos do transporte clandestino e reforça a importância de optar por serviços autorizados.

Wesney Sodré, secretário de Segurança e Trânsito, destaca que a iniciativa busca proteger a população e fortalecer os serviços que atuam dentro da legalidade. “Essa campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de optar por serviços devidamente regularizados. Ao escolher aplicativos oficiais ou táxis credenciados, o cidadão contribui para um sistema de transporte mais organizado, fortalece quem cumpre as exigências da legislação municipal e ajuda a combater o transporte clandestino”, afirmou.

O subcomandante da Guarda Civil Municipal, GCM Cruz, ressalta que a corporação também atua na orientação da comunidade e no apoio às ações de fiscalização desenvolvidas pela Secretaria. “A GCM é parceira dessa campanha. Entendemos que a prevenção é uma das formas mais eficazes de proteger a população. Além do trabalho ostensivo e das ações integradas de fiscalização, estamos orientando os cidadãos para que utilizem apenas serviços regularizados. Trata-se de uma escolha consciente que contribui para a segurança de todos”, apontou.

Marcelo Silva, gerente do aplicativo Urbano Norte em Sinop, reforça que a regularização garante mais segurança ao passageiro, desde o cadastro dos motoristas até o suporte oferecido durante e após as viagens. “É muito importante essa campanha de conscientização para usar os aplicativos que são regularizados, tanto da Guarda quanto da Prefeitura, por uma questão de segurança. Antes do motorista ingressar na plataforma, nós temos todos os dados dele, verificamos antecedentes, se está apto a trabalhar, se possui EAR [Exerce Atividade Remunerada] na CNH e seguro para passageiros”, explicou.

Segundo ele, além dos critérios para ingresso na plataforma, o atendimento local também representa um diferencial para os usuários. “A Urbano Norte, por exemplo, é local, nós temos um escritório aqui em Sinop e uma base de atendimento. Se acontecer alguma coisa durante a corrida, se o passageiro esquecer algum objeto ou precisar de qualquer suporte, ele pode nos procurar para resolver. O aplicativo regular traz segurança, conforto e respaldo para o passageiro”, acrescentou Silva.

A Secretaria de Segurança e Trânsito orienta que, em caso de dúvidas ou para denunciar situações envolvendo transporte irregular, a população entre em contato via WhatsApp pelo número (66) 99219-3246.



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USP: estagnação de auxílios sociais pode gerar retração em municípios

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A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a co-diretora do Made-USP, a economista Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos.

No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Impactos futuros

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, do Amapá e do Piauí, onde a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais.

Amazonas, Sergipe e Pernambuco teriam perda na casa dos 15%. Ceará, Maranhão, Alagoas e Bahia teriam queda entre 10% e 13%, enquanto Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, poderiam ter prejuízo de até 6,5%.  

Os efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações feitas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios entre 2022 e 2025 teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif.

“Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo”, acrescenta.



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