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PF participa da cerimônia de abertura do Projeto Geotec

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Brasília/DF. A Polícia Federal participou, na tarde dessa terça-feira (3/2), da cerimônia de abertura do Projeto Geotec, ação de capacitação que visa aprimorar as técnicas de monitoramento das operações de crédito rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), com forte uso de geotecnologias, de sensoriamento remoto, de governança territorial e de meteorologia. O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, representou o órgão na solenidade, realizada na sede do Banco Central. O diretor Técnico-Científico da PF, Roberto Reis Monteiro Neto, também participou da cerimônia.

Além dos representantes da PF, compuseram o dispositivo de honra da solenidade o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima; o chefe do Departamento de Crédito Rural do Banco Central, Cláudio Filgueiras; entre outras autoridades.

Oriundo da parceria entre a Polícia Federal e o Banco Central no âmbito do Programa Brasil MAIS, o Projeto Geotec integra a cooperação Brasil–Alemanha no escopo do Projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (FiBraS II), com participação da agência alemã Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

O projeto reúne especialistas, instituições financeiras, órgãos de fiscalização, universidades e representantes da sociedade civil, a fim de promover o uso de tecnologias abertas, de dados públicos e de imagens de satélite para fortalecer a conformidade social, ambiental e climática das operações.

A capacitação é voltada a membros de instituições financeiras, de cooperativas de crédito, de universidades, de órgãos públicos, além de outros atores. As inscrições encerraram-se na última segunda-feira (2/2) e dão acesso a atividades ministradas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e por consultor externo. O curso ocorre de 3/2 a 29/5 deste ano, com carga horária total de 160 horas, incluindo 79 horas de atividades pedagógicas e mentorias. Serão abordadas as seguintes disciplinas: Sensoriamento Remoto e Geotecnologias; Governança Territorial; e Meteorologia.

Em 2025, com o uso mais sistemático dos dados do Programa Brasil MAIS pelo Banco Central, foi possível identificar aproximadamente R$ 5 bilhões em indícios de fraudes em operações de crédito rural e do Proagro — montante equivalente ao total identificado no período acumulado de 2020 a 2024. O resultado evidencia o ganho de escala e de eficiência proporcionado pelo uso de geotecnologias e de dados integrados no monitoramento das políticas de crédito rural.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
Contato: (61) 2024-8142
[email protected]

Fonte: Polícia Federal



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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli



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