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Declarações de Abilio sobre deputados geram reação na ALMT

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As declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), envolvendo deputados estaduais provocaram reação do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). As falas foram feitas durante a 58ª Expoagro, na última sexta-feira (10), quando o prefeito afirmou que alguns parlamentares criticam o agronegócio, apesar de, segundo ele, serem beneficiados pelos recursos gerados pelo setor.

Durante o evento, Abilio também fez declarações sobre a vida pessoal de integrantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nomes ou apresentar provas, o prefeito afirmou que alguns deputados teriam encerrado relacionamentos e iniciado novos envolvimentos com assessores ou outras pessoas ligadas ao ambiente da própria Assembleia.

Abilio ainda mencionou ter visto reportagens sobre parlamentares que, segundo ele, teriam despesas incompatíveis com seus rendimentos. O prefeito afirmou que os próprios corredores do Legislativo saberiam a quem se referia.

Ao abordar as críticas ao agronegócio, o chefe do Executivo cuiabano declarou que parte dos recursos utilizados pelos deputados teria origem na atividade econômica do setor.

“Se eles têm recursos hoje que sustentam os seus salários, as suas verbas indenizatórias e os seus gabinetes, boa parte desses recursos são frutos do agronegócio.”

O prefeito também afirmou que possíveis reações às suas declarações poderiam indicar quem teria se sentido atingido.

“Se aparecer um deputado ou outro amanhã falando que não deveria falar das amantes, pode ver, provavelmente aquele ali é o que está se entregando.”

As declarações foram rebatidas nesta segunda-feira (13) pelo deputado estadual Lúdio Cabral. O parlamentar afirmou que Abilio estaria criando polêmicas para tirar o foco das críticas relacionadas à gestão da Prefeitura de Cuiabá.

“É assim, é o Abilio sendo o Abilio, mais uma vez lançando isca para desviar a atenção da incompetência dele como prefeito de Cuiabá. Apenas isso. Mais uma do Abilio sendo o Abilio”, afirmou.

Lúdio também ironizou a atuação política do prefeito e disse que Abilio estaria contribuindo para fortalecer sua própria pré-campanha a deputado estadual.

“O Abilio, inclusive, é meu camisa 9 na pré-campanha para deputado estadual, de tão ruim que ele é como prefeito de Cuiabá. O camisa 10 é o Pivetta”, declarou.



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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