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PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em São Paulo

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São Paulo/SP. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Cliente Fantasma. O objetivo é aprofundar investigações sobre a atuação de uma instituição financeira suspeita de facilitar a lavagem de dinheiro, incluindo o trânsito de valores relacionados a organizações criminosas.

Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios de São Paulo e Barueri/SP.

As apurações indicam que a instituição permitia movimentações sem a identificação adequada de seus usuários. Com isso, mantinha clientes “invisíveis” aos órgãos de controle, dificultando o rastreamento financeiro, a execução de bloqueios judiciais e a repressão às atividades ilícitas.

Também foram identificadas omissões sistemáticas de comunicações obrigatórias ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), prática que contribuía diretamente para a ocultação da origem dos recursos movimentados.

Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro, omissão de informações e lavagem de capitais. A Operação Cliente Fantasma é um desdobramento de ações anteriores da PF e as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o volume total das fraudes.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo/SP
E-mail: [email protected]

Telefone: (11) 3538-5013
Instagram: @pfsaopaulo

Fonte: Polícia Federal



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Prefeitura abre investigação sobre gestão de ex-presidente do DAE após vídeo com maços de dinheiro

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A Prefeitura de Várzea Grande abriu uma investigação administrativa para apurar fatos relacionados à gestão do ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB). A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que o então dirigente da autarquia aparece recebendo maços de dinheiro em espécie.

A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso e foi formalizada por meio do Decreto nº 79/2026. O objetivo é esclarecer a natureza dos fatos e verificar se existe alguma relação entre os valores mostrados nas imagens, recursos públicos do DAE ou interesses de terceiros perante a autarquia.

Além da sindicância investigativa, a Prefeitura determinou a realização de uma auditoria extraordinária na gestão de Rogerinho. O pente-fino deverá analisar contratos, atos administrativos e pagamentos realizados entre os dias 2 de março e 19 de agosto de 2026, período em que ele esteve à frente do DAE. A apuração poderá ser ampliada caso surjam novos fatos.

O município também colocou o DAE sob um regime especial de acompanhamento por 180 dias. Durante esse período, as equipes responsáveis terão acesso a sistemas, documentos e demais informações da autarquia. O decreto ainda determina que os pagamentos sejam realizados pelo circuito bancário oficial, salvo exceções previstas em lei.

A investigação ganhou força após a circulação das imagens em que Rogerinho aparece recebendo dinheiro em uma reunião. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que busca esclarecer a origem dos valores e uma possível ligação com o exercício da função pública.

Rogerinho deixou o comando do DAE após a repercussão do episódio e retornou à Câmara Municipal de Várzea Grande. À época, ele afirmou que o dinheiro teria origem em uma transação comercial particular e negou qualquer relação dos valores com sua atuação à frente da autarquia.

Agora, a sindicância e a auditoria devem tentar responder justamente à principal dúvida levantada pelo caso: se o dinheiro recebido pelo então presidente do DAE tinha alguma relação com a gestão da autarquia ou se, como sustenta Rogerinho, se tratava de uma movimentação estritamente particular.



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