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PF deflagra operação contra estelionato praticado com falsas retificações de imposto de renda

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Florianópolis/SC. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (24/2), a Operação Balbúrdia, que investiga crime de estelionato envolvendo o uso indevido de dados de empresa de Santa Catarina, que resultou na apropriação de aproximadamente R$ 107 mil do erário.

A investigação teve início em março de 2023 e, na ação de hoje, está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal na cidade de Laguna/SC. Também foi determinado o sequestro de valores do investigado, em razão do proveito obtido com o cometimento dos crimes.

A ação fraudulenta gerou restituições tributárias em nome de uma empresa que atua no comércio de móveis na cidade de Concórdia/SC, que foram creditadas em conta bancária indicada pelo responsável do delito. Os pedidos de restituição foram deferidos em janeiro e maio de 2022, resultando no desvio de mais de cem mil reais.

A ação criminosa causou sérios problemas à empresa lesada, que teve suas declarações fiscais descaracterizadas pelo Fisco e foi, inclusive, excluída do sistema de tributação simplificada (SIMPLES).

O envolvido nas atividades delitivas poderá responder por estelionato qualificado, com pena de um a cinco anos de reclusão, aumentada de um terço por ter sido cometido contra entidade de direito público.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina
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(48) 3281-6699
@pfsantacatarina

Fonte: Polícia Federal



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Especialista defende suspensão de licenciamento para exploração de terras raras em Minas Gerais

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O presidente da Aliança em Prol da Área de Preservação Ambiental da Pedra Branca, Daniel Tygel, reivindicou a suspensão do licenciamento para a exploração mineral do planalto vulcânico do sul de Minas Gerais. Ele participou de seminário sobre a exploração de terras raras promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, na Câmara dos Deputados (9/6).

Daniel disse que a região, forte em turismo e em agricultura, está ameaçada no momento por duas empresas australianas que pretendem adotar um modelo de exploração “agressivo” para a retirada do carbonato de terras raras. Segundo ele, o modelo é baseado em um ataque químico que levanta material radioativo e consome muita água.

O especialista afirmou que os países que estão vindo explorar terras raras no Brasil querem ficar apenas com o refino do material.

“Austrália, Canadá, Estados Unidos não querem minerar. Eles querem que o Brasil minere e fique com o passivo ambiental. Eles querem desenvolver o refino. Por quê? Dificuldade no licenciamento ambiental lá. Aqui no Brasil, por outro lado, o licenciamento tem sido feito a toque de caixa.”

Daniel também criticou o sigilo dos processos de autorização de exploração junto à Agência Nacional de Mineração. Ele sugeriu que o Projeto de Lei 2780/24, sobre a política de minerais críticos (em análise no Senado), seja aperfeiçoado para fortalecer a questão da soberania nacional e aumentar a participação da sociedade nas decisões.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu o Projeto de Lei 1754/26, que cria a TerraBras, uma estatal que controlaria a exploração de terras raras com o objetivo de desenvolver a sua industrialização. Ele é um dos autores da proposta.

“Há 30 anos, a China não conseguia competir com Estados Unidos e Europa em praticamente nenhum setor. Hoje, lidera grande parte das áreas tecnológicas do mundo. Isso é resultado de decisão política”, disse o deputado.

Segundo o presidente da Rede pela Soberania, Sylvio Costa, a China tem o controle estatal de produtos baseados em minerais críticos. Já os Estados Unidos, Japão e Austrália fazem parcerias com a iniciativa privada, mas o Estado exerce sua autoridade sobre a atividade.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes



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