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Revista Pensar Agro supera 14 mil acessos em 57 países. Aqui a edição de julho

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A edição de julho da Revista Pensar Agro já está disponível (link abaixo), em portugues e inglês. Na última edição a Pensar Agro ultrapassou a marca de 14 mil acessos, com leitores em 57 países. O alcance internacional reforça a presença da publicação no debate sobre os desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro e a inserção do setor nos principais mercados mundiais.

A reportagem de capa desta edição analisa as exigências da União Europeia para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As mudanças deverão alterar os critérios de competitividade da pecuária mundial e podem influenciar o acesso de carnes e outros produtos de origem animal aos mercados mais exigentes.

A discussão sanitária deixou de se limitar à utilização ou à proibição de determinados medicamentos. As exigências passam a envolver rastreabilidade, biossegurança, fiscalização e capacidade de comprovar a conformidade ao longo de todo o sistema produtivo.

Embora o Brasil possua uma das pecuárias mais eficientes do mundo, a adaptação às novas regras exigirá investimentos e mudanças nos processos de controle e certificação. A reportagem mostra que escala e produtividade continuarão importantes, mas já não serão suficientes para garantir competitividade. Tecnologia, governança sanitária e transparência deverão ter peso crescente nas negociações comerciais.

A edição também traz, na coluna Mercado, uma análise sobre os efeitos da geopolítica na safra de 2027. O texto aborda como conflitos internacionais, instabilidade cambial, dificuldades logísticas, disputas tecnológicas entre Estados Unidos e China e novas exigências ambientais podem afetar custos, planejamento e acesso a mercados.

Entre os temas analisados está o Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido pela sigla EUDR, que amplia as exigências de rastreabilidade para produtos destinados à União Europeia. O cenário reforça a necessidade de o produtor acompanhar não apenas o clima e os preços, mas também decisões políticas e regulatórias tomadas fora da porteira.

Com análises técnicas, visão crítica e linguagem voltada ao setor produtivo, a edição procura traduzir mudanças internacionais que já influenciam as decisões dentro das propriedades rurais. O objetivo é ajudar produtores, profissionais, empresas e entidades do agronegócio a compreender riscos, antecipar exigências e identificar oportunidades.

Os mais de 14 mil acessos registrados em 57 países mostram que os temas discutidos pela Revista Pensar Agro ultrapassam as fronteiras brasileiras. A presença de leitores em diferentes mercados também amplia a projeção do agronegócio nacional e fortalece o intercâmbio de informações sobre produção, tecnologia, sustentabilidade e comércio internacional.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro



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Agronegócio garante 62,5% do saldo comercial

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O agronegócio respondeu por 62,5% do superávit da balança comercial de Sergipe nos primeiros nove meses de 2026, com exportações de aproximadamente R$ 356,5 milhões e saldo positivo de R$ 244 milhões.

Entre janeiro e setembro, as importações do setor somaram R$ 112,5 milhões, segundo o Boletim de Conjuntura 02/2026, elaborado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE). Os produtos agropecuários e agroindustriais representaram 22,6% de todas as vendas externas do estado no período.

O desempenho reforça a importância da produção rural e da agroindústria para a economia sergipana. Embora seja o menor estado brasileiro em extensão territorial, Sergipe mantém participação relevante em segmentos específicos do comércio internacional, especialmente na exportação de derivados da laranja.

sergipA atividade movimenta uma cadeia produtiva que envolve agricultores, indústrias de processamento, transportadoras e empresas ligadas ao comércio exterior.

A citricultura concentra a maior parte dessas receitas. Somente as exportações de suco de laranja congelado movimentaram aproximadamente R$ 243,1 milhões entre janeiro e setembro, o equivalente a 68,2% das vendas externas do agronegócio estadual. Os Países Baixos foram o principal destino, funcionando como uma importante porta de entrada do produto no mercado europeu.

Além do suco, a indústria citrícola aproveita diferentes componentes da fruta para produzir óleos essenciais utilizados na fabricação de alimentos, bebidas, cosméticos e perfumes. As exportações de óleo essencial de laranja renderam aproximadamente R$ 47,9 milhões no período, tendo a Índia como principal mercado comprador.

Juntos, o suco congelado e o óleo essencial de laranja movimentaram cerca de R$ 291 milhões, correspondentes a 81,6% das exportações do agronegócio sergipano. A concentração demonstra a força econômica da cadeia citrícola, mas também evidencia a dependência de um número reduzido de produtos, tornando a diversificação comercial importante para a estabilidade das receitas.

Sergipe também ocupa posições de destaque no mercado brasileiro de óleos essenciais. O estado lidera as exportações nacionais de petit grain, produto extraído principalmente das folhas e dos pequenos ramos de árvores cítricas, especialmente da laranjeira-azeda. Aparece ainda na segunda posição nas vendas externas de óleo essencial de limão e na terceira colocação nas de óleo essencial de laranja.

A presença nesses mercados representa uma oportunidade de agregar valor à produção agrícola. O processamento industrial permite aproveitar matérias-primas que podem ser transformadas em diferentes produtos, ampliando as possibilidades de comercialização e geração de renda ao longo da cadeia produtiva.

Diversificação abre novas oportunidades

Embora os derivados da laranja predominem nas exportações, outros produtos começam a ampliar a presença sergipana no comércio internacional. O açúcar refinado movimentou aproximadamente R$ 13,7 milhões entre janeiro e setembro, com embarques destinados a países da África, do Oriente Médio e da América do Norte.

O suco de abacaxi respondeu por outros R$ 9,5 milhões, tendo os Países Baixos como principal destino. Produtos derivados da acerola, extratos vegetais e farinha de mandioca também integram a pauta exportadora, indicando possibilidades de expansão para diferentes segmentos da agroindústria.

Na farinha de mandioca, Sergipe lidera as exportações entre os estados nordestinos e ocupa a quinta posição nacional, com vendas destinadas à Itália. O resultado mostra que produtos tradicionais da agricultura regional também encontram espaço no mercado internacional, especialmente quando atendem às exigências de qualidade, processamento e regularidade de fornecimento.

Outro movimento registrado pelo levantamento foi a retomada das exportações de couros e peles bovinas. Entre abril e setembro, os embarques alcançaram aproximadamente R$ 3,9 milhões, com vendas para a Turquia e a Nigéria, países que possuem atividades industriais ligadas ao processamento de couro.

Para a economista da Desenvolve-SE, Sudanês Pereira, a ampliação da variedade de produtos exportados abre novas perspectivas para a economia estadual.

“Sergipe tem uma nova pauta de oportunidades para o comércio exterior. Temos novos produtos na pauta: a farinha de mandioca, os sucos de acerola e o abacaxi. Outra possibilidade é a participação da cadeia global de couros, que abastece dois polos importantes, Turquia e Nigéria”, afirma.

A diversificação é especialmente importante para reduzir a exposição da economia estadual às oscilações de preços e da demanda internacional por derivados da laranja. A abertura de novos mercados também pode estimular investimentos em processamento, armazenamento e logística, atividades fundamentais para transformar a produção agrícola em mercadorias com maior valor agregado.

O desafio para os próximos anos será ampliar a participação de outros produtos sem perder a competitividade conquistada pela citricultura. Para isso, a capacidade de industrialização, o atendimento às exigências sanitárias dos países compradores e a regularidade da oferta serão fatores decisivos.

Com mais de um quinto das exportações estaduais e participação majoritária no saldo comercial positivo, o agronegócio demonstra que sua importância para Sergipe vai além da produção dentro das propriedades rurais. O desempenho das vendas externas também movimenta a indústria, os transportes e os serviços, ampliando as oportunidades de geração de renda e desenvolvimento econômico no estado.

Fonte: Pensar Agro



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