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Formação em gestão de riscos prepara servidores para decisões mais seguras no TJMT

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) deu mais um passo no fortalecimento da governança institucional ao realizar nesta quarta-feira (13) o módulo presencial “Avaliação da Efetividade dos Controles”, que integra o curso de Certificação Profissional em Gestão de Riscos (CPGR). A formação, promovida na Escola dos Servidores em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), reúne mais de 50 servidores de diversas áreas.

Com carga horária de 96 horas e formato híbrido, o curso integra uma estratégia mais ampla do Tribunal para estruturar uma gestão de riscos moderna, participativa e alinhada às boas práticas de governança. A iniciativa contempla, ainda, o mapeamento de riscos em unidades prioritárias, a implantação de ferramentas tecnológicas e a capacitação contínua dos servidores.

Durante o encontro presencial, o professor e especialista em Gestão de Riscos, Compliance e Governança, Nelson Ricardo Fernandes da Silva, destacou o diferencial da formação ao enfatizar o caráter aplicado do conteúdo. “A principal característica da certificação é justamente o foco na prática. Não se trata apenas de transferir conhecimento, mas de garantir que ele seja aplicado na organização, no dia a dia dos gestores. Aqui no Tribunal, o modelo foi adaptado à realidade institucional, o que torna o resultado ainda mais relevante”, afirmou.

Segundo ele, a metodologia adotada permite que os participantes utilizem ferramentas, sistemas e processos voltados à implementação efetiva da gestão de riscos. “Não é um modelo de prateleira que vem pronto. Houve uma construção conjunta, com adaptação à realidade do setor público, o que facilita transformar conhecimento em aprendizado aplicado”, completou.

O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, ressaltou que o curso está diretamente alinhado ao Planejamento Estratégico da instituição. “Estamos trabalhando desde a identificação até a mitigação dos riscos, com planos de ação concretos. A gestão de riscos é algo relativamente novo no Judiciário, mas essencial. Nosso objetivo é internalizar essa cultura nos níveis estratégico, tático e operacional”, explicou.

Afonso também destacou o caráter transversal da iniciativa. “A gestão de riscos rompe com aquela visão de setores isolados. Ela integra todas as áreas em torno de um objetivo comum, que é entregar ao cidadão uma prestação jurisdicional de qualidade”, pontuou.

Para o diretor do Departamento de Gestão de Pessoas, Luis Paulo Delorme, o curso representa uma mudança de paradigma dentro da instituição. “É um tema novo e, como todo começo, traz desafios. Mas a gestão de riscos é essencial. Se não conhecemos os riscos, não conseguimos mensurar para onde estamos indo. Essa iniciativa é um grande passo para o futuro do Tribunal”, afirmou.

Já o coordenador da Auditoria Interna, Eduardo da Silveira Campos, reforçou a relevância do tema para a governança institucional. “A gestão de riscos traz mais segurança e fortalece toda a estratégia de governança. É um tema complexo, com muitos conceitos novos, mas que certamente trará grandes benefícios no futuro”, destacou.

A certificação segue até junho e integra um conjunto de ações do TJMT voltadas à antecipação de desafios, ao fortalecimento dos resultados institucionais e à melhoria contínua dos serviços prestados à sociedade.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Assessoria-TJMT

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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