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Comissão aprova projeto que determina instalação de adesivo de ponto cego em caminhão e ônibus

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui adesivo informativo de ponto cego em caminhões e ônibus como equipamento obrigatório de veículos. A mudança adiciona a previsão ao Código de Trânsito Brasileiro.

O ponto cego em um carro é a área ao redor do veículo que o motorista não consegue visualizar diretamente, nem pelos espelhos retrovisores internos ou externos. Geralmente localizados nas laterais traseiras, esses pontos escondem outros veículos, motos ou pedestres, sendo uma causa comum de acidentes, especialmente em mudanças de faixa.

O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Viação e Transportes ao Projeto de Lei 1388/25, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE). O projeto original colocava como itens obrigatórios nos veículos adesivos refletivos e não informativos, além de tecnologia de alerta de ponto cego e dispositivo de visibilidade aumentada em caminhões e ônibus.

Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a informação sobre a localização dos pontos cegos em caminhões e ônibus auxilia na prevenção de acidentes de trânsito, principalmente em relação aos condutores de motocicletas.

“Essa prevenção é essencial para a diminuição da ocorrência de acidentes que matam ou incapacitam milhares de brasileiros todos os anos”, disse. A medida contribui para salvar vidas, além de diminuir as despesas com saúde e previdência social, em decorrência dos acidentes, afirmou Carneiro.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon



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“Vestiu vermelho, pede pra sair”, Abilio promete demitir comissionados que apoiarem PT e Lula

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que pretende demitir servidores comissionados de sua gestão que participarem de atos do PT ou manifestarem apoio ao presidente Lula (PT) e à esquerda, mesmo que isso ocorra fora do horário de expediente. A declaração contrasta com a postura adotada pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que defendeu o direito de integrantes de sua equipe terem posicionamentos políticos próprios.

A discussão ganhou repercussão após a secretária municipal de Educação de Várzea Grande, Maria Fernanda, aparecer em um evento político usando boné do PT durante ato em apoio ao senador Carlos Fávaro (PSD). Na ocasião, a secretária afirmou que suas convicções pessoais não interferem no exercício técnico do cargo.

Flávia Moretti também minimizou o episódio e defendeu que é possível separar a atuação profissional das escolhas individuais dos integrantes da administração. Abilio, no entanto, deixou claro que adotaria uma postura diferente caso a situação envolvesse membros de sua equipe.

“Se alguém na minha gestão estiver vestindo a camisa vermelha, ou do PT, ou do Lula, não sei o que, pede pra sair porque é cargo de confiança”, declarou o prefeito.

Segundo Abilio, secretários e assessores comissionados precisam estar alinhados com os princípios defendidos pela administração municipal. O prefeito classificou sua gestão como de direita e bolsonarista e afirmou que não considera compatível manter em cargos de confiança pessoas que participem de manifestações políticas contrárias a esse posicionamento.

“Secretário é cargo de confiança. Assessor comissionado é cargo de confiança. Se estiver na minha gestão participando de atos do PT, manifestação do PT, vai sair da minha gestão”, reforçou.

Abilio ainda ironizou a postura adotada por Flávia Moretti e citou o presidente Lula ao comentar a situação. Para o prefeito de Cuiabá, a decisão da correligionária demonstra que ela possui uma postura diferente da que ele pretende adotar em sua administração.

 



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