Mato Grosso
Mulheres são presas em Itiquira por aplicar golpe do carro quebrado
Mato Grosso
Da Redação
Duas mulheres foram presas pela Polícia Civil, no município de Itiquira (357 km ao Sul) acusadas de envolvimento no golpe conhecido como “carro quebrado” ou “bença tia”. As suspeitas, Adriana Batista da Silva e Eliene Olimpio Santana, foram autuadas em flagrante, no sábado (02), depois que uma vítima de Mato Grosso do Sul cai no golpe e denunciou a Polícia.
No boletim de ocorrência, registrado em Eldorado, Mato Grosso do Sul, a vítima de 32 anos contou que recebeu uma ligação de um homem que se passava por seu sobrinho, que informava estar indo para Eldorado (MS), mas o carro havia quebrado no meio do trajeto, entre Santos e São Paulo, e precisa de dinheiro para o conserto do veículo.
A mulher disse que acreditou se tratar do sobrinho e efetuou depósito no valor de R$ 1 mil, em uma das duas contas correntes fornecidas, tendo como beneficiária Eliene Olimpio Santana, que mora em Itiquira (MT). Ela ainda contou que iria efetuar um segundo depósito e somente não realizou porque foi orientada pela funcionária da lotérica, que poderia se tratar de um golpe.
Acionados pela Polícia Civil de Eldorado (MS), rapidamente investigadores da Delegacia localizaram a proprietária da conta corrente da Caixa Econômica. Durante entrevista com os policiais, a suspeita Eliene confessou que emprestou a conta em troca de R$ 100, que seriam repassados por Adriana Batista Silva, também moradora de Itiquira.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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