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Cuiabá vence a Ponte Preta fora de casa e sobe na tabela da Série B

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O Cuiabá conquistou uma vitória importante na noite desta terça-feira (09.06), ao bater a Ponte Preta por 2 a 1, em pleno Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O resultado, válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, impulsionou o time mato-grossense na classificação, enquanto a equipe paulista permanece estacionada na zona de rebaixamento.

Com o triunfo fora de casa, o Dourado chegou aos 16 pontos e saltou para a 13ª colocação, ganhando fôlego na competição. Já a Ponte Preta vive um momento crítico, ocupando o 19º lugar com apenas oito pontos somados, agravando a crise de um ano que já contou com a queda no estadual.

O placar foi aberto aos 36 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio precisa de Pepê, o zagueiro João Basso subiu mais que a marcação e cabeceou para o fundo das redes. A resposta da Ponte veio nos acréscimos da etapa inicial, também em jogada de escanteio, quando Tarik aproveitou o cruzamento de Elvis para igualar o marcador.

No segundo tempo, o Cuiabá retomou a vantagem em uma jogada de velocidade. Eric Melo cruzou para a área e, após Rodrigo Rodrigues não conseguir finalizar, a bola sobrou para Kauan Cristtyan, que se atirou de carrinho para garantir o segundo gol do Dourado. Nos minutos finais, o VAR foi acionado e resultou na expulsão de Baianinho, da Ponte Preta, por uma cotovelada em João Basso.

O Cuiabá volta a campo no próximo domingo, dia 14 de junho, às 19h (de Brasília), para enfrentar o Vila Nova na Arena Pantanal. No mesmo dia, mas às 11h, a Ponte Preta visita o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

FICHA TÉCNICA
Ponte Preta 1 x 2 Cuiabá
Competição Série B | 12ª Rodada
Local Estádio Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
Data e Horário 09/06/2026 às 19h (Brasília)
Gols (Cuiabá) João Basso (36′ 1ºT), Kauan Cristtyan (20′ 2ºT)
Gols (Ponte Preta) Tarik (47′ 1ºT)

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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