Operação Sisamnes
Lobista de MT e esposa têm R$ 7 milhões bloqueados pelo STF em investigação de venda de sentenças
Andreson já havia sido alvo de buscas no final de outubro deste ano, em uma operação que investigou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e resultou no afastamento de cinco desembargadores
Polícia
Na decisão que autorizou a deflagração da Operação Sisamnes, que investiga um esquema de venda de sentenças, o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin também determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, e R$ 1 milhão da advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, esposa de Andreson.
Andreson foi preso preventivamente em Cuiabá, nesta terça-feira (26), pela Polícia Federal, sendo o único alvo detido na operação. Já Mirian foi alvo de mandado de busca e apreensão e é considerada a “testa de ferro” de Andreson no esquema.
O valor bloqueado foi retirado das contas pessoais de Andreson e de cinco empresas das quais ele é sócio: Florais Transportes Eireli, Bioflex Agroindústria Energia Renovável LTDA., Florais Táxi Aéreo LTDA., Agropecuária 3 Amigos LTDA. e Coimbra Empreendimentos Imobiliários LTDA.
Andreson já havia sido alvo de buscas no final de outubro deste ano, em uma operação que investigou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e resultou no afastamento de cinco desembargadores.
As investigações sobre a atuação de Andreson começaram após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, no fim do ano passado, em Cuiabá.
O Ministério Público apreendeu o celular do advogado assassinado para investigar o crime e encontrou diálogos que indicavam a venda de decisões de desembargadores de Mato Grosso. O material foi então enviado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e compartilhado com a Polícia Federal.
A partir desses diálogos, os investigadores descobriram que Zampieri mantinha conversas com Andreson sobre a venda de decisões do STJ e de outros tribunais. Andreson compartilhava minutas antecipadas de decisões do STJ e afirmava ter influência sobre assessores do tribunal. Embora se apresentasse como advogado em Brasília, ele não possuía registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Polícia
Operação integrada apreende 500 kg de drogas e gera prejuízo de R$ 14,6 milhões às facções criminosas
Uma operação integrada do Gefron, Polícia Federal e unidades das Polícias Militares de Mato Grosso e do Amazonas, apreendeu, nesta quinta-feira(30.4), no distrito de Lucialva, cerca de 500 quilos de drogas e gerou um prejuízo estimado em R$ 14,6 milhões às facções criminosas.
Lucialva é uma região de fronteira com a Bolívia e está localizada no município de Jauru, a 430 km de Cuiabá. Lá, as forças policiais acompanharam o pouso de uma aeronave em uma estrada vicinal e logo após flagraram um carregamento, que suspeitaram ser droga, sendo transferido no avião para uma caminhonete.
A aeronave, modelo Cesna, transportava 200 kg de pasta base de cocaína, e 297 kg de cloridrato de cocaína, que é a droga em seu estado de maior pureza. Durante a abordagem, dos três homens avistados no local, dois foram presos em flagrante, que fugiu para uma área de mata, continua sendo procurado por policiais do Gefron e da PM.
Além das drogas, foram apreendidos a aeronave, avaliada em R$ 3,5 milhões, e o veículo que transportaria o produtor por terra, uma caminhonete Toyota, modelo Hilux CD4x4, fabricada em 2013, de valor estimado em R$ 124 mil.
Os dois suspeitos presos e todo material apreendido foram trazidos para a Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, para prosseguimento das investigações e outras providências cabíveis.
Essa operação faz parte dos programas Tolerância Zero às Facções Criminosas e Protetor das Fronteiras, dos governos de Mato Grosso e Federal, e teve como foco o combate aos crimes transfronteiriços entre Brasil e Bolívia. Nas atividades de apuração, constatação criminal e atuação em campo a ação integrou equipes do Grupo Especial de Fronteira(Gefron-MT), Grupo Investigações(GISE) da Polícia Federal, além de equipes do 12° Comando Regional da PMMT(Força Tática e Cia Raio) e Comando de Operações especiais(COE) e FICCO, da PM do Amazonas.
Fonte: PM MT – MT
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