Polícia Federal
Rogerinho pede CPI do DAE para investigar própria gestão e diz: “Eu não devo nada”
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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a própria atuação à frente da autarquia. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante sessão da Câmara Municipal, em meio à repercussão de episódios envolvendo o ex-gestor, incluindo um áudio vazado e um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro.
Na tribuna, Rogerinho afirmou que pretende colocar sob investigação as contas, contratos e demais atos relacionados ao DAE desde o início da atual gestão. Segundo ele, a intenção era demonstrar que as acusações contra sua atuação teriam motivação política. “Eu peço aos demais pares que aceitem esse pedido de CPI para investigar eu mesmo e todos os processos que estão lá”, declarou.
O vereador também negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou não ter motivos para se calar diante das acusações.
“Eu não tenho nada que me desabone nessa Casa de Lei, e principalmente na autarquia DAE. […] Eu não vou me calar porque eu não devo”, afirmou durante o discurso.
Apesar da iniciativa, o pedido de CPI foi indeferido pela presidência da Câmara. De acordo com o secretário legislativo Charles Caetano Rosa, o requerimento contava apenas com a assinatura do próprio Rogerinho, quando seriam necessárias pelo menos oito assinaturas, o equivalente a um terço dos vereadores. Além disso, o pedido não apresentou um fato determinado a ser investigado, exigência para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.
Segundo a Câmara, nada impede que Rogerinho reapresente o requerimento, desde que cumpra os requisitos regimentais, reúna o número mínimo de assinaturas e delimite de forma objetiva o alvo da investigação. Enquanto isso, episódios relacionados à passagem do vereador pelo comando do DAE seguem sob apuração.
O Ministério Público já recomendou investigação sobre o vídeo envolvendo os maços de dinheiro e encaminhou informações à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
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Senador ou deputado? Veja o que faz cada representante eleito em 2026
Nas eleições de 2026, os brasileiros não vão às urnas apenas para escolher presidente da República e governadores. O eleitorado também definirá os novos representantes do Poder Legislativo, com a eleição de senadores, deputados federais e deputados estaduais. Embora todos tenham como atribuições principais a elaboração de leis e a fiscalização dos governos, cada cargo atua em uma esfera diferente.
Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Além de discutir e votar projetos de lei e fiscalizar o Executivo Federal, também possuem atribuições exclusivas, como analisar indicações do presidente da República para determinados cargos, a exemplo de ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes do Banco Central, além de atuar no julgamento de autoridades em processos por crimes de responsabilidade previstos na Constituição. O mandato é de oito anos e, em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, com cada eleitor podendo votar em dois candidatos.
Já os deputados federais representam a população dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. Entre suas funções estão propor, discutir e votar leis de interesse nacional, participar da elaboração do Orçamento da União e fiscalizar os atos e gastos do governo federal. A Câmara também possui competências próprias, como autorizar a instauração de processo por crime de responsabilidade contra o presidente da República, o vice-presidente e outras autoridades previstas na Constituição.
Os deputados estaduais, por sua vez, atuam nas Assembleias Legislativas e exercem mandato de quatro anos. Eles são responsáveis por elaborar leis sobre matérias de competência estadual, fiscalizar a atuação dos governadores e participar da discussão e aprovação do orçamento de cada Estado. Também integram comissões e discutem políticas públicas em áreas como saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.
Em resumo, o senador atua representando o Estado no Congresso e possui algumas competências exclusivas; o deputado federal representa a população no Legislativo nacional; e o deputado estadual trabalha diretamente sobre questões de competência do Estado. Conhecer as atribuições de cada cargo é fundamental para que o eleitor saiba exatamente o que pode cobrar dos candidatos escolhidos nas urnas.
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