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Ensino profissional transforma vidas, afirma Paim nos 80 anos de Sesc e Senac

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O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento na sessão deliberativa do Senado, homenageou os 80 anos de atuação do Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A data foi lembrada em sessão solene do Congresso Nacional nesta quarta-feira (25).

O parlamentar ressaltou que o Sistema S tem papel relevante na qualificação de trabalhadores e na ampliação de oportunidades.

— São 80 anos de história, com presença em todo o Brasil, construindo um sistema de excelência, voltado ao bem-estar social e à formação profissional dos trabalhadores. Foram criadas em 1946, ambas, no pós-guerra. Nasceram de uma visão solidária e estratégica do setor produtivo, como resposta às necessidades sociais do país — disse.

Paim destacou iniciativas no Rio Grande do Sul voltadas à qualificação de pessoas em situação de vulnerabilidade, com apoio de instituições parceiras.

O senador relatou experiências pessoais ligadas à educação profissional, para demonstrar que ela contribui para o desenvolvimento econômico e social.

— Foi o Senai que me salvou; eu não tinha para onde ir. Era um vendedor de flores, de frutas, em Porto Alegre, na feira de um primo meu. Fiz um teste no Senai e passei. Ali fiz um curso técnico, e a minha vida mudou radicalmente, positivamente. A educação profissional transforma vidas, gera dignidade e constrói a cidadania — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Comissão da Câmara aprova projeto que declara nulo casamento de menores de 16 anos de idade

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Código Civil para declarar a nulidade, em qualquer caso, do casamento de pessoas que não atingiram 16 anos de idade, a chamada idade núbil.

O texto aprovado exclui artigos do Código Civil que preveem a possibilidade de casamento antes da idade núbil, como em caso de gravidez, ou estabelecem regras e prazos para confirmação ou anulação desses casamentos.

A relatora na CCJ, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), apresentou um substitutivo com ajustes técnicos ao Projeto de Lei 195/24, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). 

Apesar de considerar constitucional, o parecer de Lima foi pela injuridicidade e má técnica legislativa do PL 5011/23, do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO). 

O projeto de Laura Carneiro estava apensado ao de Máximo, que pretendia facilitar o casamento de quem atingiu a idade núbil com a assinatura de um dos pais ou responsáveis. Atualmente, a lei exige a assinatura de ambos os pais ou representantes legais nesses casos.

A relatora considerou que a proposta de Máximo “fragiliza o poder familiar ao admitir que apenas um dos genitores possa autorizar o casamento de menores e é omisso quanto à solução da hipótese de divergência entre os pais”. 

Ana Paula Lima também destacou que a “vedação do casamento de menores de 16 anos encontra respaldo constitucional na proteção à infância e à juventude” e, portanto, torná-lo nulo é compatível com a Constituição. 

Próximos passos
A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para a análise do Senado, a menos que haja recurso para votação, antes, pelo Plenário da Câmara.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Ana Chalub



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