Polícia Federal
CPMI remarca depoimentos de diretores de instituições financeiras
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), remarcou para a próxima semana os depoimentos da empresária Leila Mejdalani Pereira, presidente do clube Palmeiras e do Banco Crefisa, e de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A. As oitivas estavam previstas para ocorrer nesta quinta-feira (12), mas foram canceladas.
No início da reunião, Viana leu as justificativas apresentadas pela defesa de ambos os convocados. De acordo com a nota, a defesa de Leila Pereira teria se baseado na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que teria, segundo os advogados, facultado a depoente a obrigatoriedade de comparecer ao colegiado na data prevista.
A alegação foi contestada pelo presidente da CPMI e classificada como equivocada. Segundo Viana, a decisão de Dino suspendeu apenas a “quebra de sigilo fiscal em bloco”, mas manteve a necessidade do comparecimento ao colegiado. Mesmo com o pedido de condução coercitiva negado pelo STF, o senador confirmou o depoimento da presidente da Crefisa para a próxima quarta-feira (18).
— Entretanto, em que pese, ela está convocada desde a semana passada e, por ter injustificadamente faltado a primeira convocação, o ministro vedou o […] a condução coercitiva para a data de hoje, permitindo ainda que, caso ela faltasse, possa solicitar uma nova data. Sendo assim, esta presidência, diante de mais uma interferência do Supremo Tribunal Federal no trabalho deste Parlamento e desta Comissão Mista de Inquérito, não tem outra alternativa senão designar, pela terceira vez, uma data para a oitiva da senhora Leila Pereira — afirmou Carlos Viana.
C6 Consignado S.A
Já o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A. foi remarcado para a próxima quinta-feira (19). Carlos Viana disse que apesar de uma decisão do ministro do STF, André Mendonça, estabelecer a obrigatoriedade da presença do convocado, este alegou compromissos anteriormente agendados perante o conselho de administração da própria instituição financeira. Por outro lado, a defesa manifestou a disposição do depoente em comparecer.
— De todo modo, considerando a manifestação encaminhada e a disposição declarada pelo convocado de comparecer, a presidência designa o depoimento para o dia 19 de março, quinta-feira.
Demais depoimentos
Carlos Viana confirmou ainda que Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS, que também daria depoimento nesta quinta-feira, apresentou atestado médico e ficará afastada das funções até dia 15 de março. Após essa data, Viana determinou que seja realizada perícia médica para confirmação do restabelecimento de saúde e, em caso favorável, a oitiva também ocorrerá na próxima quinta-feira (19).
Por fim, ele explicou que Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da CBPA, está preso e CPMI ainda não obteve autorização junto ao ministro André Mendonça para que o depoente possa comparecer à CPI.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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PSD injeta R$ 4,5 milhões na campanha de Natasha; Pivetta recebe R$ 1 milhão do fundão e Wellington segue com R$ 4,8 milhões
A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos números financeiros. A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do partido para reforçar sua campanha, tornando-se uma das principais apostas da legenda na corrida pelo Palácio Paiaguás. Além dos recursos partidários, a médica declarou outros R$ 52 mil em autofinanciamento.
O principal adversário na disputa, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), recebeu R$ 1 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundão eleitoral. Somados aos R$ 500 mil investidos pelo próprio candidato e às doações de apoiadores, a campanha de Pivetta acumula, até o momento, cerca de R$ 1,7 milhão em receitas.
Entre os doadores da campanha do governador estão Osmar Ribeiro Mello e Adecrescio Pedro de Aguiar, que contribuíram com R$ 100 mil cada. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, também aparece entre os apoiadores, com uma doação de R$ 50 mil.
Já o senador Wellington Fagundes (PL) segue com o maior volume total de recursos declarados entre os candidatos ao Governo. A Executiva Nacional do PL destinou R$ 4,8 milhões para sua campanha, enquanto o diretório estadual repassou outros R$ 240 mil. Com outras receitas, Wellington já soma aproximadamente R$ 5,4 milhões em recursos disponíveis.
Os números mostram que a disputa pelo Palácio Paiaguás também começa a ganhar força no campo financeiro. Enquanto o PSD fez um aporte milionário para turbinar a campanha de Natasha, Wellington mantém o maior caixa entre os concorrentes e Pivetta, mesmo com um volume menor de recursos declarados até agora, recebeu R$ 1 milhão do fundão para reforçar a busca pela reeleição.
O limite de gastos estabelecido para cada candidato ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões.
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