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UNIMED: Destruir o meio ambiente, esse é o plano?

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Mato Grosso

Da Redação

Se não bastasse as reclamações referentes ao atendimento do Plano de Saúde da Unimed, que tem um slogan que chama bastante atenção “Cuidar de você, este é o plano” agora poderia ser adequado para “Destruir o Meio Ambiente, este é o plano”, já que na cidade de Rondonópolis um hospital ligado a empresa vem praticando crimes contra o Meio Ambiente.

Segundo noticiado pelo site MU, um hospital de Rondonópolis (218 km de Cuiabá) foi multado por uma equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente  (Sema) no valor de R$ 55 mil por estar lançando de maneira irregular o esgoto através de uma tubulação na rede de drenagem de água da chuva em uma Zona de Unidade de Conservação (ZUC).

A ação criminosa da unidade hospitalar descumpre o acordo de Licença Ambiental que autorizou a construção do Hospital Unimed Rondonópolis.

Além do crime descrito anteriormente, após a vistoria dos técnicos da Sema, foi constatado que a empresa estava depositando resíduos sólidos (papelão) em um local impróprio que também está em desacordo com a legislação vigente. No Auto de Inspeção de número 000764, lavrado pelos profissionais da Sema e divulgado pelo site MU, no dia 9 de novembro os técnicos da secretaria receberam uma denúncia anônima na qual dava conta de que a empresa estaria despejando esgoto e resíduos sólidos em locais inapropriados e em desacordo com a legislação.  

De acordo com o Auto de Inspeção, o crime teria sido constatado por volta das 15h do último sábado (09/11) quando a fiscalização Ambiental esteve no local.

“Por volta das 15h do dia 19/09/2019 a Fiscalização Ambiental em vistoria ao local supracitado, constatou a veracidade da denúncia, ou seja, que a referida unidade hospitalar, recém inaugurada, está lançando de maneira irregular esgoto através de uma tubulação de PVC de cerca de 100mm, paralela à rede de manilha de drenagem de água da chuva na mata considerada pelo Plano Diretor como Zona de Unidade de Conservação (ZUC)…” diz trecho do Auto de Inspeção.

Ainda de acordo com o documento, as infrações apuradas estão em desacordo com as condicionantes previstas na Lei Orgânica número 320026/2019 que estabelece que, após passar pelo sistema de tratamento de fluentes, o esgoto deveria estar interligado à rede coletiva pública que fica situado no bairro João Moraes, em Rondonópolis. O documento lembra ainda que o empreendimento se comprometeu em construir uma rede de aproximadamente 550 metros, obra que até o momento não ocorreu.

Além disso, a unidade hospitalar foi autuada por dispensa irregular de resíduos sólidos, no caso, se trata de papelão que veio junto das placas solares instaladas pela empresa e descartadas ao lado de um murro na Av. Paraná.

A empresa foi multada em R$ 55 mil pelas irregularidades, sendo que R$ 5 mil se referem ao lançamento de resíduos sólidos (papelão) em local não autorizado e outros R$ 50 mil por operar em desacordo com a licença obtida e por não interligar o esgoto à rede pública lançando de maneira irregular na ZUC.

Além dos crimes ambientais cometidos pelo hospital que pertence a Unimed, ainda chegaram a nossa redação inúmeras denúncias. De acordo com uma das denuncias, a empresa estaria sendo investigada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) pela emissão de notas fiscais que não condizem com a legalidade.

PARA MELHOR ENTENDER

O Hospital Unimed Rondonópolis, foi inaugurado em julho de 2019 e fica localizado na cabeceira norte do antigo aeroporto da cidade. Para construir o empreendimento, a empresa que é a maior operadora de planos de saúde do país, investiu cerca de R$ 30 milhões em recursos próprios, e financiou junto ao Banco do Brasil outros R$ 50 milhões, está é a primeira unidade hospitalar da empresa no Estado de Mato Grosso.

O hospital é considerado de alto padrão, e é o 120º construído pela Unimed no Brasil, porém o que mais chama a atenção, é que nas propagandas na qual a empresa se utiliza para falar do empreendimento, é citado que o hospital possui um conceito ambientalmente sustentável, fato que não se comprova com as graves irregularidades constatadas pelos profissionais da Sema.

Nossa equipe de reportagem, entrou em contato com a assessoria de imprensa da empresa para que a mesma pudesse se defender diante das acusações, porém após várias tentativas não obtivemos êxito.

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ABMJ elege nova diretoria durante assembleia realizada no TJMT

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A desembargadora Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva foi eleita presidente da Associação Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ) para o biênio 2026-2028 durante Assembleia Geral realizada nesta segunda-feira (11), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá. O encontro reuniu magistradas de diferentes regiões do país, de forma presencial e virtual, marcando a posse da nova diretoria da entidade.

A nova presidente destacou que a associação atua como espaço de fortalecimento coletivo, acolhimento e articulação entre magistradas brasileiras. Segundo Gabriela Knaul, a ABMJ também tem papel importante na participação de debates nacionais e internacionais ligados à democracia, direitos humanos, equidade e liderança feminina. “Assumimos essa missão com profunda confiança na capacidade das mulheres de transformar realidades por meio do diálogo, da competência e da solidariedade”, afirmou.

Antes da eleição da nova diretoria, a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, que presidiu a entidade desde 2024, fez um balanço da gestão e destacou o trabalho de reorganização administrativa da associação após o retorno da ABMJ a Mato Grosso, estado onde a entidade foi fundada. Ela ressaltou os avanços na regularização documental, atualização estatutária e fortalecimento institucional da associação, além da união entre as magistradas ao longo do período.

“Hoje nós temos uma associação organizada, com tudo em dia, pronta para a expansão”, declarou Jaqueline Cherulli, que agora passa a integrar a nova gestão como diretora financeira da ABMJ.

Também integram a diretoria eleita a juíza Renata Maximiano Chaves, como vice-presidente; a juíza Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza, na diretoria secretária; e a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, à frente da comunicação institucional da entidade.

A diretoria conta ainda com participação das desembargadoras Clarice Claudino da Silva, Maria Erotides Kneip e Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro, além da juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, entre outras magistradas que passam a compor a gestão da entidade.

Fundada em 1991, em Cuiabá, a Associação Brasileira de Mulheres Juízas teve origem como Associação Nacional de Magistradas (ANM). A entidade foi criada pela desembargadora Shelma Lombardi de Kato, pioneira ao se tornar a primeira mulher desembargadora do Brasil e também a primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Confira a composição da diretoria eleita para o biênio 2026-2028:

  • Presidente: Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva
  • Vice-presidente: Renata Maximiano Chaves
  • Diretora secretária: Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza
  • Suplente: Rafaela Santos Martins da Rosa
  • Diretora financeira: Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
  • Suplente: Clarice Claudino da Silva
  • Diretora cultural: Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro
  • Suplente: Maria Erotides Kneip
  • Diretora de comunicação: Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo
  • Suplente: Fabiana Azevedo da Cunha Barth

Com assessoria da AMAM / Fotos: Fernando Rodrigues

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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