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Jornalista do The Intercept rebate acusações de deputado mato-grossense

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Da Redação – Jean  Borsatti

O jornalista fundador do site investigativo The Intercept, Glenn Greenwald, que foi responsável pela divulgação dos vazamentos entre procuradores da Operação Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro que colocaram em xeque a parcialidade da operação rebateu o deputado federal José Medeiros (PODE-MT) que afirmou em sua conta do Twitter que o jornalista deveria ser preso. “Se a pessoa é pilhada com algo roubado é pressa por receptação. A pergunta é, porque @ggreenwald ainda está solto? ” Escreveu o deputado na rede social.

Em resposta, também pelo Twitter, Glenn chamou Medeiros de autoritário e pediu para que algum servidor enviasse uma cópia da Constituição para o deputado, o jornalista o chamou ainda de antiético lembrando do caso em que Medeiros foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TER-MT) por supostamente ter fraudado as atas, o fato teria beneficiado o deputado quando Pedro Taques (PSDB) deixou o cargo de senador em 2014 para ocupar a vaga de governador do estado.

Gleen vem sendo vítima de ataques desde que divulgou conversas que comprometem o atual Ministro da Justiça, Sergio Moro e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, no último final de semana uma publicação de uma conta falsa do Twitter havia divulgado um documento que acusava o jornalista de ter comprado o mandado do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL–RJ) que saiu do país a alguns meses por conta de ameaças que vinha sofrendo, quem assumiu a vaga de Wyllys foi David Miranda (PSOL-RJ) que é casado com o jornalista do The Intercept Brasil.

Após documentos apresentados pelos envolvidos a farsa foi desmontada, o suposto documento era falso e foi forjado para prejudicar os envolvidos, mas mesmo assim Medeiros reiterou a solicitação para que a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) investiguem a suposta venda do cargo.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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