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Polícia Federal faz buscas na casa de Mauro Mendes durante investigação sobre suposto desvio de recursos

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A residência do ex-governador de Mato Grosso e atual candidato ao Senado, Mauro Mendes, foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6), durante a Operação Heritage. O imóvel fica localizado no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

A ação faz parte de uma investigação que apura a suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o bloqueio e a indisponibilidade de bens até o limite de aproximadamente R$ 316 milhões, o recolhimento de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato entre os investigados.

As investigações tiveram início a partir da análise de um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia, relacionado à restituição de valores provenientes de uma disputa tributária.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para desviar mais de R$ 308 milhões em recursos públicos. Conforme a apuração, o esquema teria empregado uma estrutura formada por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas para ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos valores investigados.



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Jayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”

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O senador Jayme Campos (União) voltou a afirmar, nesta terça-feira (4), que foi traído durante a convenção estadual do União Brasil, realizada no último dia 30 de julho, quando teve rejeitada sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Durante discurso na convenção estadual do MDB, o parlamentar também levantou suspeitas sobre a atuação do poder econômico na disputa interna da legenda.

Ao relembrar o processo de escolha do candidato ao Governo, Jayme afirmou que saiu politicamente fortalecido, apesar da derrota, e destacou que enfrentou pressões durante a convenção.

“Enfrentei uma convenção há menos de quatro dias atrás. Tenho a certeza de que saí muito maior do que entrei. Não corri, não ajoelhei.”

Na sequência, o senador voltou a questionar a condução da disputa e afirmou que interesses financeiros influenciaram o resultado. Sem citar nomes, também levantou dúvidas sobre a origem dos recursos empregados contra sua candidatura.

“Enfrentei um poderio econômico. Não sabemos de onde saiu esse dinheiro que foi gasto contra a candidatura de Jayme.”

Mesmo após o embate interno no União Brasil, Jayme confirmou apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal. Segundo ele, a aliança representa uma alternativa para o Estado.

“A história nós vamos mudar com a eleição de Wellington Fagundes e Janaína Riva para o Senado.”

O senador afirmou ainda que ele e a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, participaram da convenção para oficializar apoio às candidaturas.

“O que me traz hoje aqui, eu e minha esposa Lucimar, é hipotecarmos o nosso apoio incondicional à candidatura de Wellington Fagundes ao Governo e de Janaína Riva ao Senado.”

Durante o discurso, Jayme também criticou o cenário político atual e afirmou que interesses econômicos têm prevalecido sobre as necessidades da população. Para o senador, a coligação formada deve priorizar propostas voltadas às áreas de saúde, educação e segurança pública.

“A partir de hoje não existe MDB, não existe PL. O que existe é o partido do povo.”

Ao encerrar a fala, Jayme voltou a afirmar que o grupo enfrentará uma estrutura política e econômica robusta nas eleições de 2026, mas demonstrou confiança na vitória da chapa.

“Vamos enfrentar uma máquina. Vamos enfrentar um poderio econômico. Mas tenho a convicção de que Wellington será nosso futuro governador e Janaína nossa futura senadora.”



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