Mato Grosso
Defesa Civil do Estado auxilia Nova Xavantina para elaboração do plano de contingência
Mato Grosso
A Defesa Civil de Mato Grosso participou, nessa quinta-feira (12.2), da primeira reunião para elaboração do Plano de Contingência de Nova Xavantina. O encontro, realizado na sede da Prefeitura, marcou o início da construção do documento para fortalecer a capacidade de resposta do município em caso de desastres.
O plano de contingência é construído a partir do mapeamento das áreas de risco do município e é fundamental para a gestão de riscos e desastres, uma vez que permite antecipar cenários e alinhar a atuação dos órgãos responsáveis em caso de situações de emergência ou calamidade.
Durante a reunião, a Defesa Civil estadual ressaltou a importância da atuação conjunta de órgãos públicos, iniciativa privada e entidades sociais para uma resposta rápida à população.
“Ter protocolos já estabelecidos permite uma atuação coordenada, mais ágil e eficiente, reduzindo danos e protegendo vidas”, ressaltou o coordenador de Operações da Defesa Civil do Estado, 3º sargento BM João Keney Felisberto.
Além do mapeamento das áreas vulneráveis, o documento considera os cenários de riscos identificados pelas instituições, a definição de responsabilidades, organização de abrigos e pontos de encontro, os materiais disponíveis e o protocolo de atendimento à população.
A elaboração do documento é conduzida pela Prefeitura, de forma integrada com as instituições que compõem o sistema de resposta, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, concessionária de energia, secretarias municipais e demais parceiros.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica
A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.
A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.
Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.
“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.
A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.
“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.
Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.
“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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