Mato Grosso
Cuiabá, 302 anos: de um ontem tímido, à pujante capital destaque no país
Mato Grosso
Pequeno Arraial do Bom Jesus despertou com determinação para o desenvolvimento…
Da Redação
Quem desembarca hoje em terras cuiabanas, surpreende-se pelo formato altivo da capital mato-grossense, que transcende dinâmica desenvolvimentista em várias frentes sociais e estruturais. Isso, aliado ao ritmo modernista que encampou há décadas, sob a condução de gestores comprometidos em conduzir o município sequencialmente a patamares de estabilidade progressista. Cuiabá representa orgulho para seus habitantes e desperta interesse da ala empresarial o país; tanto que os investimentos na capital não param de suceder.
De lá pra cá, dizem os historiadores, foram muitos os prefeitos que contribuíram para as mudanças positivas implementadas na capital das tradições culturais, detentora de chamativos folclóricos que encantam o restante do Brasil e do mundo. Quem não se debruça impávido às apresentações do Grupo de Siriri Flor Ribeirinha? A diversidade de sua gastronomia regional, à base de pescado, também é um dos quesitos de atrativo turístico potencial do município, apontam.
Alguns dos seus últimos gestores ainda são lembrados em setores distintos do município, a exemplo de Dante de Oliveira, Frederico Campos, José Meirelles, Roberto França, Wilson Santos, Mauro Mendes, etc… Atualmente, a capital mato-grossense está sob o comando do ex-deputado estadual Emanuel Pinheiro, que tem promovido repaginada na cidade e polos distritais, com aporte de investimentos que antes simbolizavam apenas projetos utópicos de envergadura, transformados há anos em obras reais. As novas trincheiras e uma série de empreendimentos estruturais sintetizam a altivez de Cuiabá para não se intimidar perante os demais grandes centros do país.

Foto: Mayke Toscano
Segundo o hoje deputado estadual e professor historiador Wilson Santos, que comandou o Palácio Alencastro, “cada prefeito, a seu jeito e da forma possível, dentro de suas condições administrativas, contribuiu para a consolidação das melhorias que o povo cuiabano hoje desfruta”. Wilson, na época, confessou que queria fazer mais do que pôde realizar pela capital. “Não faltou boa-vontade, apenas condições, falta de recursos”, comentou. A Avenida das Torres foi seu grande legado para a continuidade dessa corrida da capital para alcançar um futuro que parece ser o seu próprio presente.
Palavras endossadas pelo prefeito Emanuel Pinheiro:
“Não é o prefeito “x” ou “y” que transformou aquela Cuiabá embrionária numa pujante capital, hoje em nível competidor com as demais do país: de certo modo, todos os gestores contribuíram para tal transformação, enfrentando demandas comuns ou mesmo inéditas, a exemplo dessa pandemia com a qual lutamos. Portanto, houve um trabalho conjunto para que o melhor pudesse ser feito por Cuiabá e pelos seus habitantes, apesar das falhas tão comuns nesse processo. Afinal, é a partir dos erros que construímos acertos. Mas, no geral, a boa-intenção, a de gerir exemplarmente o município, tem prevalecido desde então. Com muita honra, estamos sequenciando esse trabalho já na segunda gestão”, afirmou Pinheiro.
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Conforme os historiadores, Cuiabá surgiu às margens do rio Coxipó em 8 de abril de 1719. Era, então, um pequeno povoado, cuja ata de fundação foi assinada por Pascoal Moreira Cabral. Foi a descoberta do ouro pelos bandeirantes paulistas que deu origem à povoação, que estava subordinada à capitania de São Paulo naquela época.
Três anos mais tarde, foram descobertas novas jazidas, as chamadas “Lavras do Sutil”, nas proximidades do córrego da Prainha e da colina do Rosário, onde foi construída a igreja do Rosário, no centro da localidade. A povoação se expandia e viria a se tornar a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
O arraial da Forquilha, nome original, localizava-se na confluência de dois ribeirões, que, ao juntar-se, davam continuidade ao rio Coxipó. Daí a origem do nome. Supõe-se que o fundador do arraial tenha sido o bandeirante António de Almeida Lara, que, em 1720, estava explorando o rio Coxipó,
Entre os anos de 1670 e 1673, o bandeirante Manoel Bicudo subiu o rio Cuiabá e passou pelo atual Morro de São Jerônimo, situado em Chapada dos Guimarães, município a 65 quilômetros da capital. A princípio, o viajante foi motivado por lendas de que existia ouro nessa localidade. Manoel seguiu até chegar ao encontro dos Rios Cuiabá e Coxipó, local onde acampou e deu o nome de São Gonçalo.
A descoberta do ouro ocorreu após os integrantes dessa expedição terem se separado. Enquanto alguns tinham entrado em confronto com índios da região, outro grupo acabou encontrando ouro nas margens do Coxipó.
A bandeira de Pascoal se uniu a de Fernando Dias Falcão. Com isso, o objetivo da missão foi alterado de buscar índios para minerar ouro. Pascoal e os bandeirantes lavraram a Ata de Fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719.
O primeiro povoamento recebeu o nome de Arraial de Nossa Senhora da Penha de França, popularmente conhecido como Arraial da Forquilha. A região mudou de nome para Arraial do Senhor Bom Jesus de Cuiabá até ser elevada à categoria de cidade, em 17 de setembro de 1818.
O porquê de Cuiabá ‘Cidade Verde’
Cuiabá é conhecida como cidade verde, por causa arborização. Para o historiador e pesquisador em Cuiabá, Pedro Félix, as primeiras fotografias panorâmicas mostram a quantidade de árvore na capital.
Dom Aquino foi nomeado bispo de Cuiabá no ano de 1915, sendo o mais novo religioso a assumir esse cargo. Ele também foi governador de Mato Grosso.
A origem do nome
Há três explicações para o surgimento do nome Cuiabá, sendo que todas têm relação com nomes indígenas fragmentados até chegar na forma atual. Uma delas vem do termo kyvaverá (em guarani significa ‘rio da lontra brilhante’). A justificativa seria de que os índios paiaguás, andando pelo Pantanal, observaram uma grande quantidade de lontras e ariranhas que tinham como habitat o Rio Cuiabá. O nome foi se desfragmentando de Cuyvaverá, Cuiaverá em Cuiavá e finalmente Cuiabá.
A segunda é Ikuiapá, palavra de origem bororó que significa ‘lugar da ikuia’. Ikuia significa flecha-arpão, uma arma utilizada para pescar, feita de madeira. O nome seria uma localidade próxima a Prainha, onde os índios bororos costumavam pescar e caçar com esse arpão.
A terceira hipótese vem do fato de existirem árvores-de-cuias à beira do rio, sendo região conhecida como uma espécie de ‘criadora de vasilha’ (da etimologia cuia: vasilha e aba: criador).
Restauração da Igreja de Nossa Senhora e São Benedito durou três anos. Primeira capela do santo, na capital, era de madeira e barro
A tradicional festa de São Benedito é realizada desde 1982 ao redor da Capela de São Benedito e Igreja de Nossa Senhora do Rosário. A devoção é tão grande que se tornou símbolo da religiosidade e crença dos moradores da capital. O santo negro é conhecido como ‘o santo dos pobres’.
De acordo com o Marcos Amaral Mendes, doutorando em história, a primeira capela de São Benedito foi construída em 1722 pelos próprios escravos. Marcos faz uma pesquisa sobre o santo na capital. A estrutura era frágil, feito de madeira e barro. Depois de um temporal a estrutura desabou e por vários anos os moradores não tiveram um local para se reunir.
Dados Arquivo Público/Textos Eduardo Gomes, João Carlos de Queiroz
Mato Grosso
Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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