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São Paulo perde Invencibilidade com Zubeldía ao ser derrotado pelo Cuiabá

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Nesta quarta-feira (19.06), a invencibilidade de 12 jogos do técnico Luis Zubeldía à frente do São Paulo chegou ao fim. Em seu 13º jogo no comando da equipe, o treinador argentino sofreu sua primeira derrota, por 1 a 0, contra o Cuiabá, em pleno Morumbis, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória dos visitantes foi marcado por Eliel nos minutos finais do segundo tempo.

Impacto na Tabela

Com este resultado, o São Paulo acumula três partidas sem vitória na temporada atual, o que começa a afastar o time dos primeiros colocados na tabela do Campeonato Brasileiro. Após um início promissor sob o comando de Zubeldía, o Tricolor enfrenta uma queda de desempenho e precisa reagir rapidamente para se manter competitivo tanto no Brasileirão quanto nas demais competições da temporada. Já o Cuiabá venceu mais uma partida e sobe para 13ª posição na tabela do Brasileirão.

Resumo da Partida

O São Paulo começou a partida criando a primeira grande chance aos oito minutos. Calleri recebeu pela direita, tabelou com Luciano e ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou em cima do adversário. No entanto, o lance já estava invalidado por impedimento.

O Cuiabá respondeu rapidamente, aproveitando uma falha de Arboleda na saída de bola. Max interceptou o passe errado e chutou de primeira, encobrindo Jandrei e acertando o travessão, quase marcando um golaço.

Pressão do Cuiabá

A partir desse momento, o Cuiabá passou a pressionar mais o São Paulo. Max teve outra chance ao ajeitar para Matheus Alexandre, que chutou rasteiro para fora. Jonathan Cafú também esteve perto de abrir o placar, mas hesitou ao tentar driblar novamente Diego Costa, que conseguiu interceptar.

O time visitante continuou criando oportunidades. Aos 38 minutos, Denilson roubou a bola de Galoppo no meio-campo, avançou e chutou forte, obrigando Jandrei a fazer uma grande defesa.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o São Paulo voltou a criar uma boa chance. Michel Araújo cruzou rasteiro para Luciano, que finalizou por cima do travessão.

Reação do São Paulo

No segundo tempo, o São Paulo voltou mais atento e logo aos quatro minutos ameaçou com Michel Araújo, que chutou cruzado, tirando tinta da trave. O Cuiabá respondeu com Jonathan Cafú, que chutou rente à meta de Jandrei.

Mudanças de Zubeldía

Aos 16 minutos, Zubeldía fez suas primeiras substituições, colocando Luiz Gustavo, Rodrigo Nestor e Lucas Moura nos lugares de Galoppo, Michel Araújo e Wellington Rato. Nestor quase criou o gol do São Paulo ao cruzar rasteiro para Calleri, que finalizou para fora.

Igor Vinícius também cruzou para Calleri, que desviou de carrinho, mas a bola passou muito perto do gol, levando a torcida ao delírio. 

Gol da Vitória do Cuiabá 

Nos minutos finais, o Cuiabá aproveitou um contra-ataque para marcar o gol da vitória. Após um bate-rebate na área, Eliel chutou forte, sem chances para Jandrei, que não conseguiu evitar o gol. Com isso, o São Paulo teve que se conformar com a primeira derrota sob o comando de Luis Zubeldía.

Próximos Desafios

O São Paulo volta a campo no próximo sábado, quando enfrentará o Vasco da Gama em São Januário, às 21h (horário de Brasília), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Cuiabá, por sua vez, jogará contra o Atlético-GO na Arena Pantanal, no mesmo dia, às 18h30.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 0 X 1 CUIABÁ

Local: Morumbis, em São Paulo
Data:19/06/2024
Horário: 20 horas
Árbitro: Gustavo Ervino Bauermann (SC)
Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC) e Brigida Cirilo Ferreira (FIFA – AL)
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

Gol: Eliel, aos 37 do 2ºT (Cuiabá)
Cartões amarelos: Alisson, William Gomes (São Paulo); Raylan (Cuiabá)

SÃO PAULO: Jandrei; Igor Vinícius, Arboleda, Diego Costa e Welington; Alisson (Ferreirinha), Galoppo (Luiz Gustavo) e Luciano (William Gomes); Wellington Rato (Lucas), Michel Araújo (Nestor) e Calleri. Técnico: Luis Zubeldía.

CUIABÁ: Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Ramon (Rikelme); Lucas Mineiro, Denilson (Fernando Sobral) e Max (Bruno Alves); Jonathan Cafú (Eliel),Clayson (Raylan) e Pitta. Técnico: Nuno Pereira (auxiliar).

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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