Esporte
Cuiabá se despede da Copa São Paulo de Futebol Júnior após derrota apertada para o Santos
Esporte
O Cuiabá encerrou sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior nesta segunda-feira (12.01), após ser superado pelo Santos por 1 a 0, em partida válida pela segunda fase da competição. O confronto, realizado no Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira, em São Carlos (SP), viu o Dourado lutar, mas não conseguir reverter a vantagem santista, que garantiu sua vaga na próxima etapa do torneio.
A equipe mato-grossense mostrou brio e chegou a ameaçar o gol adversário logo nos primeiros minutos. Aos dois minutos de jogo, o atacante Mansano invadiu a área santista com perigo, mas finalizou na rede pelo lado de fora, em uma das melhores chances do Cuiabá na partida. Apesar da pressão inicial, o Santos conseguiu equilibrar as ações e passou a comandar o ataque, embora o placar tenha permanecido zerado até o intervalo.
A etapa complementar seguiu com a disputa acirrada, com ambas as equipes enfrentando dificuldades para construir jogadas claras. O Cuiabá buscou se defender e tentar surpreender nos contra-ataques, mas a experiência do adversário prevaleceu. Aos 34 minutos do segundo tempo, o Santos conseguiu abrir o placar com JP Chermont. O lateral-direito aproveitou uma saída errada do goleiro Pedro em cobrança de escanteio e cabeceou para o fundo das redes, marcando o único gol do jogo e selando a eliminação do Dourado.
Com o resultado, o Cuiabá se despede da Copa São Paulo de Futebol Júnior, deixando a competição na segunda fase. A equipe de Mato Grosso buscou a classificação, mas não foi capaz de superar o time paulista. O Santos, por sua vez, avança e aguarda o vencedor do confronto entre Ferroviária e Real Brasília para conhecer seu próximo adversário na terceira fase.
FICHA TÉCNICA
| Santos 1 x 0 Cuiabá | |
|---|---|
| Competição | Copa São Paulo de Juniores 2026 |
| Santos 1 x 0 Cuiabá | |
| Local | Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira, São Carlos (SP) |
| Data | 12 de janeiro de 2026 |
| Horário | 17h30 (de Brasília) |
| Gol | JP Chermont, aos 34′ do 2ºT (Santos) |
| Cartões Amarelos (Cuiabá) | Oscar, Lorran |
| Cartões Amarelos (Santos) | Gustavo Henrique, Rafael Gonzaga, Kauan Pierry |
| Santos | Rodrigo Falcão, JP Chermont, João Alencar, João Ananias, Rafael Gonzaga, Gustavo Henrique (Kenay), Pepê Firmino, Bernardo (Benício), Mateus Xavier, Rafael Freitas (Pedro Assis) e Nadson (Enzo Boer) |
| Técnico Santos | Vinícius Marques |
| Cuiabá | Pedro, João Victor, Thiago, Lorenzo, Fabrício (Lorran), Índio (Alessandro), Mansano (Luan), Oscar (Cauã Pietro), Pedro Felipetto (Lazaro), Diodato e Gustavo (Widney) |
| Técnico Cuiabá | Eduardo Zuma |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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