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JBS perde R$ 955 mi em valor de mercado após anúncio de novo presidente

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Ações da processadora de carne foram o destaque negativo do Ibovespa nesta segunda-feira, com queda de 3,95%

Da Redação

 

Em mais um dia de recorde de alta quebrado pelo Ibovespa, o destaque negativo da Bolsa nesta segunda-feira, 18, ficou com as ações da JBS, que recuaram 3,95% e representaram uma perda de R$ 955 milhões em valor de mercado para a empresa.

A desvalorização sofrida pelos papéis da processadora de carne ocorre no primeiro pregão após seu Conselho de Administração anunciar a escolha de José Batista Sobrinho, fundador da JBS e pai dos irmãos Wesley e Joesley Batista, para a presidência da companhia.

Nos três pregões anteriores, a ação da JBS acumulou uma alta de 9,5%, impulsionada pela expectativa de mudanças na administração. A principal delas, que acabou frustrada, era pela eventual saída da família Batista da presidência. 

Segundo a equipe de análise do BTG Pactual, a decisão de eleger José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, para a presidência da empresa reitera a posição de controle da família, fazendo com que os recentes rumores sobre uma venda de parte da companhia pelos Batista percam sentido. 

Outro ponto importante é o atraso na “tão esperada transição para uma gestão profissional”, avaliaram os analistas.

O BTG Pactual, assim como outros profissionais consultados pelo Estadão/Broadcast, chama atenção para o fato de que a conselheira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a advogada Claudia de Azeredo Santos, aprovou a escolha o novo presidente, já que o banco havia declarado publicamente e por diversas vezes o desejo de substituir a família Batista.

O BNDES aprovou nesta segunda-feira a indicação dos dois novos conselheiros a que o banco tem direito no conselho de administração da JBS. São eles Cledorvino Belini, ex-presidente da Fiat e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e Roberto Ticoulat, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A JBS enviou comunicado à imprensa, afirmando que “os conselheiros agiram no cumprimento de seus deveres fiduciários e, por unanimidade, tomaram a decisão que lhes pareceu ser a melhor para a companhia, seus acionistas, colaboradores e demais stakeholders”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia.

A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028. 

As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações.

O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor. 

Energia Sustentável

Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono.

Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%.

Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional.

Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).

Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado.

Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.



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