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A Geração de Ferro

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Aos poucos, silenciosamente, a chamada “Geração de Ferro” vai se despedindo deste mundo para dar passagem a uma nova era, conhecida por muitos como a “Geração Cristal”. E junto com ela, partem histórias, ensinamentos e exemplos que dificilmente serão repetidos da mesma forma.

Está partindo a geração que, mesmo sem estudo formal, soube educar seus filhos para a vida. Homens e mulheres que enfrentaram a dureza dos dias sem reclamar da própria sorte, mas que jamais deixaram faltar o essencial dentro de casa. Gente que conheceu a escassez, mas nunca permitiu que a dignidade fosse embora junto com as dificuldades.

Foi essa geração que ensinou o verdadeiro significado do respeito, da honestidade e da palavra dada. Pessoas que aprenderam cedo o valor do trabalho e transmitiram aos filhos não o preço das coisas, mas o esforço necessário para conquistá-las.

A “Geração de Ferro” não foi moldada no conforto. Foi forjada nas perdas, nas renúncias e nos desafios da vida. Muitos começaram a trabalhar ainda crianças, ajudaram a construir famílias, bairros e cidades inteiras com as próprias mãos calejadas. E mesmo depois de uma vida marcada por sacrifícios, seguiram de cabeça erguida, carregando no rosto as marcas do tempo e no coração a força de quem nunca desistiu.

É a geração que ensinou coragem. Que mostrou, pelo exemplo, como viver com dignidade mesmo diante das adversidades. Uma geração que talvez não tenha tido muito luxo, mas possuía algo cada vez mais raro: caráter.

E hoje, 11 de maio de 2026, por volta das 11h, faleceu José Domingo do Prado, carinhosamente conhecido como “ Zete”, membro de uma tradicional família várzea-grandense. Filho de Antônio Crisóstomo do Prado, morador antigo da Avenida Manaus, deixa lembranças, histórias e o legado de uma vida construída com simplicidade, respeito e honra.

Sua partida representa mais do que uma despedida familiar. É também o símbolo de uma geração que, aos poucos, vai se tornando memória — mas jamais será esquecida por aqueles que aprenderam com seus exemplos.

Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor.

Descanse em paz, Tio Zete.



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É autônomo, MEI ou CNPJ? Veja como declarar o Imposto de Renda

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Trabalhadores com carteira assinada têm o Imposto de Renda descontado na fonte. Mas, e para autônomos? A situação é diferente: os rendimentos devem ser declarados de formas distintas, a depender da fonte pagadora.

“Se recebeu como pessoa física, você deve recolher o imposto mensalmente pelo Carnê-Leão e, depois, declarar na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior. Se recebeu de empresa, ela já deve ter feito a retenção do imposto na fonte. Nesse caso, declare na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, explica o professor Eduardo Linhares, da Universidade Federal do Ceará.

Caso o contribuinte não tenha pago o Carnê-Leão ou não tenha imposto retido na fonte, o cálculo do valor devido é feito pelo próprio programa da Receita Federal. 

>> Ouça na Radioagência Nacional o Tira-Dúvidas do IR 2026:

Microempreendedor individual

No caso do microempreendedor individual, os valores de até R$ 81 mil anuais ganhos como MEI são isentos de Imposto de Renda.

E nem todo MEI precisa declarar o IRPF. O que vai definir é o chamado pró-labore. Apenas quem se encaixa nas regras que obrigam a declaração como, por exemplo, ter um ganho pró-labore maior do que R$ 35.584 em 2025, precisa declarar.

>> Veja o passo a passo para MEI:

  • Declarar a empresa MEI na ficha Bens e Direitos 
  • Declarar o lucro isento na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis 
  • Declarar os valores recebidos como pró-labore na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica. 

CNPJ

Para quem é sócio de empresa maior com CNPJ, apenas o pró-labore do sócio deve constar na declaração de Pessoa Física.

“É como se ele fosse um funcionário. Vai estar constando dele, mesmo sendo uma empresa dele. Porque, mesmo que seja um pró-labore, é um dinheiro que tem que ser comprovado e está ali registrado nas notas fiscais, como o CNPJ, uma limitada, por exemplo”, explica Janaina Barboza, professora da Faculdade Anhanguera.

Em muitos casos relacionados a ganhos de autônomos, MEIs e empresas, o recomendado é procurar um contador para realizar os cálculos e fazer a declaração.



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