Economia
A Geração de Ferro
Economia
Aos poucos, silenciosamente, a chamada “Geração de Ferro” vai se despedindo deste mundo para dar passagem a uma nova era, conhecida por muitos como a “Geração Cristal”. E junto com ela, partem histórias, ensinamentos e exemplos que dificilmente serão repetidos da mesma forma.
Está partindo a geração que, mesmo sem estudo formal, soube educar seus filhos para a vida. Homens e mulheres que enfrentaram a dureza dos dias sem reclamar da própria sorte, mas que jamais deixaram faltar o essencial dentro de casa. Gente que conheceu a escassez, mas nunca permitiu que a dignidade fosse embora junto com as dificuldades.
Foi essa geração que ensinou o verdadeiro significado do respeito, da honestidade e da palavra dada. Pessoas que aprenderam cedo o valor do trabalho e transmitiram aos filhos não o preço das coisas, mas o esforço necessário para conquistá-las.
A “Geração de Ferro” não foi moldada no conforto. Foi forjada nas perdas, nas renúncias e nos desafios da vida. Muitos começaram a trabalhar ainda crianças, ajudaram a construir famílias, bairros e cidades inteiras com as próprias mãos calejadas. E mesmo depois de uma vida marcada por sacrifícios, seguiram de cabeça erguida, carregando no rosto as marcas do tempo e no coração a força de quem nunca desistiu.
É a geração que ensinou coragem. Que mostrou, pelo exemplo, como viver com dignidade mesmo diante das adversidades. Uma geração que talvez não tenha tido muito luxo, mas possuía algo cada vez mais raro: caráter.
E hoje, 11 de maio de 2026, por volta das 11h, faleceu José Domingo do Prado, carinhosamente conhecido como “ Zete”, membro de uma tradicional família várzea-grandense. Filho de Antônio Crisóstomo do Prado, morador antigo da Avenida Manaus, deixa lembranças, histórias e o legado de uma vida construída com simplicidade, respeito e honra.
Sua partida representa mais do que uma despedida familiar. É também o símbolo de uma geração que, aos poucos, vai se tornando memória — mas jamais será esquecida por aqueles que aprenderam com seus exemplos.
Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor.
Descanse em paz, Tio Zete.
Economia
Orçamento de 2027 limita reajuste real de servidores públicos
A estimativa de déficit primário em R$ 52 bilhões em 2026 fez o governo federal propor, em 2027, um gatilho para o crescimento das despesas com servidores públicos. Os pagamentos não poderão crescer 0,6% acima da inflação.

A medida consta do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
Instituído pelo Artigo 6 do arcabouço fiscal, o mecanismo é acionado quando o governo registra déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Como houve resultado negativo em 2025 e há previsão de novo déficit em 2026, a limitação deverá valer para 2027.
O gatilho só poderá deixar de ser aplicado quando as contas públicas voltarem a registrar superávit primário.
Limite aos salários
Pela regra, enquanto houver déficit primário até 2030, as despesas com pessoal não poderão crescer mais de 0,6% ao ano acima da inflação. O limite abrange gastos com servidores ativos, aposentados e pensionistas, mas não abrange o pagamento com sentenças judiciais, nas quais estão incluídas os precatórios.
Na prática, a regra impede que o governo conceda, em 2027, reajustes que representem ganho real para o funcionalismo federal, caso as contas permaneçam no vermelho.
Como funciona
O déficit primário ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário acontece quando as receitas superam as despesas, também sem levar em conta os juros.
O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece que o crescimento das despesas deve corresponder a até 70% da alta das receitas, respeitado o limite de 2,5% ao ano acima da inflação.
No fim de 2024, o Congresso aprovou novas regras para reforçar o controle das contas públicas. Entre elas está a restrição a incentivos e benefícios tributários em caso de déficit primário, além do limite para o crescimento das despesas com pessoal.
Acordo com categorias
A restrição ocorre após o governo ter firmado, em 2024, acordos salariais com a maior parte dos servidores do Executivo federal. As negociações contemplaram reajustes para 2025 e 2026 e reestruturações de carreiras.
Na época, o governo informou que os acordos alcançavam 98,2% dos servidores federais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que as negociações garantiriam a reposição da inflação durante o mandato, além de ganho real para as categorias.
Com a nova limitação fiscal, porém, o espaço para novos aumentos acima da inflação em 2027 fica reduzido enquanto o governo permanecer em situação de déficit primário.
-
Política1 dia atrásApoio a Pivetta pode custar a expulsão de Bruno Rios e Flávia Moretti do PL
-
Política3 dias atrásMax Russi desponta entre os mais lembrados em pesquisa espontânea da MT Dados; Dilmar Dal Bosco também figura entre os dez principais
-
Cidades2 dias atrásEmeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
-
Cidades1 dia atrásSérgio Ricardo fiscaliza obras do VLT e destaca avanços em Cuiabá e Várzea Grande
-
Mato Grosso3 dias atrásInstituições unem esforços em mutirão para população de rua
-
Agricultura7 dias atrásAgronegócio incorporou 190 mil trabalhadores no primeiro trimestre e viu renda crescer 2,7%
-
Política3 dias atrásPL PREPARA DESEMBARQUE DE PESOS-PESADOS NACIONAIS EM MT PARA IMPULSIONAR WELLINGTON FAGUNDES
-
Política6 dias atrásDebatedores na CDH pedem articulação para auxiliar pessoas em situação de rua

