Economia
É autônomo, MEI ou CNPJ? Veja como declarar o Imposto de Renda
Economia
Trabalhadores com carteira assinada têm o Imposto de Renda descontado na fonte. Mas, e para autônomos? A situação é diferente: os rendimentos devem ser declarados de formas distintas, a depender da fonte pagadora.

“Se recebeu como pessoa física, você deve recolher o imposto mensalmente pelo Carnê-Leão e, depois, declarar na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior. Se recebeu de empresa, ela já deve ter feito a retenção do imposto na fonte. Nesse caso, declare na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, explica o professor Eduardo Linhares, da Universidade Federal do Ceará.
Caso o contribuinte não tenha pago o Carnê-Leão ou não tenha imposto retido na fonte, o cálculo do valor devido é feito pelo próprio programa da Receita Federal.
>> Ouça na Radioagência Nacional o Tira-Dúvidas do IR 2026:
Microempreendedor individual
No caso do microempreendedor individual, os valores de até R$ 81 mil anuais ganhos como MEI são isentos de Imposto de Renda.
E nem todo MEI precisa declarar o IRPF. O que vai definir é o chamado pró-labore. Apenas quem se encaixa nas regras que obrigam a declaração como, por exemplo, ter um ganho pró-labore maior do que R$ 35.584 em 2025, precisa declarar.
>> Veja o passo a passo para MEI:
- Declarar a empresa MEI na ficha Bens e Direitos
- Declarar o lucro isento na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis
- Declarar os valores recebidos como pró-labore na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.
CNPJ
Para quem é sócio de empresa maior com CNPJ, apenas o pró-labore do sócio deve constar na declaração de Pessoa Física.
“É como se ele fosse um funcionário. Vai estar constando dele, mesmo sendo uma empresa dele. Porque, mesmo que seja um pró-labore, é um dinheiro que tem que ser comprovado e está ali registrado nas notas fiscais, como o CNPJ, uma limitada, por exemplo”, explica Janaina Barboza, professora da Faculdade Anhanguera.
Em muitos casos relacionados a ganhos de autônomos, MEIs e empresas, o recomendado é procurar um contador para realizar os cálculos e fazer a declaração.
Economia
Bolsa cai 1,19%, e dólar fecha estável com tensão no Oriente Médio
O dólar fechou praticamente estável, e a bolsa brasileira encerrou em queda nesta segunda-feira (11), em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A moeda estadunidense resistiu e manteve-se abaixo de R$ 4,90, mas o Ibovespa foi pressionado pelo avanço do petróleo e pelo aumento das preocupações com inflação e juros.

O índice Ibovespa, da B3, caiu 1,19%, aos 181.908 pontos, registrando o menor fechamento desde 27 de março. O índice foi pressionado principalmente por ações sensíveis aos juros, diante do temor de que a alta do petróleo possa dificultar cortes na taxa Selic.
O mercado também acompanhou a temporada de balanços corporativos, mas nem resultados considerados robustos impediram perdas em papéis de grandes empresas. Investidores seguem atentos à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira nos primeiros pregões de maio.
A piora nas perspectivas inflacionárias reduziu o otimismo com o mercado acionário local. A continuidade da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos também contribuíram para o movimento de aversão ao risco.
Câmbio cauteloso
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, no menor valor desde 15 janeiro de 2024. Apesar da estabilidade no mercado doméstico, a moeda estadunidense sustentou ganhos frente a outras divisas emergentes no exterior após os Estados Unidos rejeitarem a proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Durante a sessão, o câmbio oscilou em faixa estreita. A moeda chegou à máxima de R$ 4,9059 pela manhã e à mínima de R$ 4,8858 antes de voltar para perto da estabilidade. O dólar futuro para junho fechou praticamente estável na B3.
A reação moderada do mercado brasileiro foi atribuída ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro. O Boletim Focus , pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, mostrou redução da projeção para o dólar no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20.
Analistas também destacaram a baixa liquidez do pregão e a ausência de apostas mais fortes em meio à incerteza geopolítica. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade.
Petróleo sobe
Com o impasse diplomático, o petróleo voltou a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88% e fechou cotado a US$ 104,21. O WTI, do Texas, subiu 2,78%, para US$ 98,07.
A valorização do petróleo reforçou a percepção de pressão inflacionária global e ampliou as dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros em diversos países, incluindo o Brasil.
Guerra no radar
As tensões internacionais voltaram ao centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito.
Trump afirmou ainda que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”, enquanto autoridades iranianas disseram que o país está preparado para responder a novos ataques.
O cenário aumentou as preocupações com inflação global e possíveis impactos sobre a economia mundial.
* com informações da Reuters
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