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Câmara aprova projeto de Ranalli que obriga cartazes de denúncia em sex shops de Cuiabá

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A Câmara de Cuiabá aprovou em segunda votação um projeto de lei que torna obrigatória a afixação de cartazes com informações para denúncia da presença de crianças e adolescentes em estabelecimentos que comercializam produtos de conotação sexual ou erótica na capital.

A proposta é de autoria do vereador Rafael Ranalli(PL) e determina que os avisos sejam instalados em local visível e de fácil acesso ao público. Pelo projeto aprovado, o cartaz deverá informar de forma clara que a presença de criança ou adolescente no local deve ser denunciada, além de trazer os telefones do Conselho Tutelar da região, do Juizado da Infância e Juventude e da Promotoria da Infância e Juventude.

O projeto ainda estabelece que caberá ao Poder Executivo definir detalhes técnicos do material, como tamanho mínimo, tipo de letra e demais parâmetros de padronização. A lei foi encaminhada para a sanção do prefeito Abílio Brunini(PL).

Na justificativa, Ranalli que é Presidente da Comissão da Criança e Adolescente na Câmara, sustenta que a medida tem caráter preventivo, educativo e protetivo, com o objetivo de reforçar mecanismos de defesa da infância e da adolescência diante da exposição a ambientes considerados inadequados para menores.

O texto cita o artigo 227 da Constituição Federal, que impõe à família, à sociedade e ao Estado o dever de assegurar, com prioridade absoluta, os direitos de crianças e adolescentes. Também menciona o Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbe a venda a menores de publicações com material pornográfico ou obsceno e prevê atuação da autoridade judiciária em situações que possam comprometer a formação desse público.

Segundo a proposta, a exigência dos cartazes não cria regra penal nem interfere na classificação indicativa, tratando apenas de assunto de interesse local, dentro da competência legislativa do município para disciplinar o funcionamento de estabelecimentos comerciais em seu território.

A proposta quer ampliar os canais de denúncia e fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência por meio de uma medida considerada simples, de baixo custo e com potencial de impacto social.



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Justiça manda MPE investigar Alan Porto por suposto uso da Educação em campanha

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A Justiça Eleitoral determinou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) apure uma denúncia envolvendo o candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) e um possível uso da estrutura da Educação pública para fins eleitorais. A decisão é do juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá.

A denúncia foi apresentada por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, após a divulgação de um vídeo em que Alan Porto aparece em frente à Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, em Comodoro, acompanhado de funcionárias da unidade. Segundo o termo de constatação citado no processo, o conteúdo foi publicado em perfil que identifica Porto como candidato.

Na decisão, o magistrado determinou o encaminhamento do caso ao MPE para uma investigação preliminar, especialmente para verificar a eventual participação de servidoras de uma unidade escolar pública na produção de conteúdo de natureza eleitoral.

O juiz destacou que cabe ao Ministério Público avaliar se existem elementos para adoção de alguma medida judicial. Ou seja, a determinação não significa que Alan Porto tenha sido condenado ou que uma irregularidade eleitoral já esteja comprovada. Neste momento, trata-se de uma apuração sobre os fatos registrados na denúncia.

Alan Porto comandou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) durante boa parte das duas gestões do ex-governador Mauro Mendes e deixou o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, a atuação durante o período em que esteve à frente da pasta volta a ganhar repercussão no contexto eleitoral.

Caso o MPE encontre elementos que indiquem eventual prática irregular, poderá adotar as medidas cabíveis perante a Justiça Eleitoral. A denúncia, contudo, ainda está em fase inicial e qualquer responsabilização dependerá da apuração e de eventual processo.



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