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Fluminense vence Atlético-MG e salta para terceiro lugar no Brasileirão

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O Fluminense garantiu uma vitória importante por 1 a 0 sobre o Atlético-MG neste sábado (21/03), em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. No icônico Maracanã, o atacante Castillo se destacou ao marcar seu primeiro gol com a camisa tricolor, assegurando os três pontos para a equipe comandada pelo técnico Luis Zubeldía. Com o resultado, o Fluminense alcançou 16 pontos e ascendeu à terceira posição na tabela de classificação.

A equipe volta a campo somente após a Data FIFA, no dia 1º de abril, para enfrentar o Corinthians pela oitava rodada da competição. O confronto está marcado para o Maracanã, às 21h30.

O jogo

O Fluminense iniciou a partida com boa postura, criando suas primeiras oportunidades logo nos minutos iniciais. Aos 10 minutos, Acosta aproveitou uma sobra de escanteio e arriscou um chute potente da entrada da área, passando muito perto da trave adversária. Pouco depois, Guga testou de longe aos 20, mas a bola foi para fora. Aos 23, Savarino, bem servido por Acosta, finalizou com perigo, quase abrindo o marcador.

O momento decisivo da etapa inicial veio aos 28 minutos. Canobbio fez um cruzamento preciso, e Castillo, em uma cabeçada certeira, mandou a bola para o fundo das redes, celebrando seu primeiro gol pelo clube e colocando o Fluminense em vantagem. Após o gol, o Tricolor aumentou sua presença ofensiva. Savarino teve nova chance aos 38, finalizando rasteiro, mas o goleiro adversário conseguiu a defesa.

Segundo tempo 

Na volta para o segundo tempo, o Fluminense manteve a intensidade. Logo aos oito minutos, Acosta obrigou o goleiro do Atlético-MG a trabalhar em uma boa intervenção. Aos 16, Martinelli se aproveitou de um erro na saída de bola de Cuello, avançou pelo meio e disparou um chute forte de fora da área, que passou com perigo.

Savarino voltou a ameaçar aos 33 minutos, com uma finalização cruzada que foi defendida. Embora o Tricolor tenha continuado a construir jogadas e a controlar o ritmo do jogo, não conseguiu ampliar o placar. A defesa, no entanto, se mostrou sólida e eficiente em segurar a vantagem mínima, garantindo a vitória e a alegria da torcida presente no Maracanã.

FICHA TÉCNICA
Competição Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Placar Final Fluminense 1 x 0 Atlético-MG
Data e Horário 21/03/2026, 18h30
Local Maracanã
Gol(s) Castillo (28′ 1T) (FLU)
Cartões Amarelos Atlético-MG: Iván Román, Hulk e Junior Alonso
Fluminense: Arana, Acosta, Canobbio e Martinelli
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Anderson José de Moraes Coelho
Escalação Fluminense Fábio; Guga, Jemmes, Freytes e Arana; Martinelli, Hércules (Alisson) e Acosta (Ganso); Savarino (Serna), Canobbio (Soteldo) e Castillo.
Técnico: Luis Zubeldía.
Escalação Atlético-MG Everson; Preciado, Iván Román, Ruan e Renan Lodi; Alan Franco, Tomás Pérez e Victor Hugo (Minda); Cassierra, Cuello, Bernard (Scarpa) e Hulk.
Técnico: Eduardo Domínguez.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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