Cidades
Prefeitura corrige drenagens e resolve problemas de décadas em Cuiabá
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Depois de esperar quase 40 anos e perder inquilino devido às inundações que atingiam o imóvel, um empresário do CPA 2 comemora e agradece ao prefeito Abilio Brunini e à equipe por resolver o problema de drenagem na Rua Tangará da Serra. Do mesmo modo, moradores da Avenida Dr. Hélio Ribeiro aguardaram por uma solução por 10 anos e agora veem o resultado. Além dessas, existem pelo menos outras três grandes obras de drenagem em andamento. Contabilizando as cinco situações, são mais de 450 manilhas instaladas, além de mais de 20 novas bocas de lobo e vários PV (pontos de visita), que são caixas de concreto que recebem a demanda das bocas de lobo para direcionar à rede de drenagem. Os trabalhos são executados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.
“Sofremos aqui com os alagamentos há pelo menos 40 anos, vira um rio quando chove, por conta da drenagem. É um problema de pai para filho, primeiro meu pai, agora eu, nessa luta.”, relatou o empresário Luiz Lemes. Há cerca de duas semanas, ele procurou a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria de Obras, com apoio da vereadora Paula Calil, e agora comemora o resultado. “Por conta dos alagamentos perdi inquilino. Ver a evolução das etapas das obras, concluindo a boca de lobo e o serviço do asfalto prestes a ser finalizado, é motivo de comemoração. Quero agradecer ao prefeito Abilio Brunini e toda a equipe pelo comprometimento em resolver essa situação que se arrastava por praticamente quatro décadas.”, frisou ele, ao contar que procurou a gestão no ano passado, no início do mandato.
Para resolver o problema, foram instaladas 70 manilhas e quatro bocas de lobo.
Outra situação que se arrastava por uma década é a da Rua Dr. Hélio Ribeiro, na região da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). No local, foram instaladas 350 manilhas de um metro de diâmetro cada e cinco bocas de lobo. O trabalho de manilhamento já está 100% concluído e segue para finalização da calçada no respectivo trecho, que foi danificada com a obra.
Atendendo a pedido do prefeito Abilio, foram deixados buracos com manilhas de diâmetros menores para o plantio de árvores no calçamento, o que contribuirá significativamente com o cenário da via.
A região é composta por prédios residenciais, e uma moradora confirmou o sofrimento com alagamentos há cerca de 10 anos.
Já nas proximidades do trevo do bairro Tijucal, no bairro Jardim Presidente II, manilhas quebradas causaram desmoronamento ao lado da pista de quase um metro e meio de extensão. A recuperação da erosão formada contou com 30 manilhas novas de 1,20 metro de diâmetro, além de uma caixa de PV de 4×4. O serviço também segue para finalização.
Outro ponto de constantes alagamentos, a Rua Miguel Serror, no bairro Santa Rosa, está em obras de grande complexidade, segundo a equipe que atua no local. “É difícil, estamos lutando há duas semanas, muito complicado esse corte da piçarra (qualidade da terra). A cada corte encontramos canos de água e isso atrapalha a evolução da obra. Estamos fazendo o reboco das caixas, mas ainda tem muito o que ser feito.”, revelou o chefe da equipe, Ronaldo Lourenço Silva Oliveira.
Para recuperação da drenagem e do problema crônico de uma grelha da pista, foram feitas quatro novas bocas de lobo, totalizando cinco, pois já existia uma. A grelha será rebaixada e receberá laje por cima, fortalecendo a estrutura e evitando lixo na canalização.
Já na Rua 49, no bairro Altos da Serra, o serviço avança com a terraplenagem para receber a massa asfáltica. Segundo o engenheiro Marco Farias, foram instaladas seis bocas de lobo e dois PV. “Cuiabá tem muitas demandas e muitas delas são antigas. O trabalho está acontecendo e a solução está sendo contabilizada pelos moradores.”, frisou o engenheiro.
Para o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, são desafios que a gestão enfrenta e tem apresentado avanços consistentes na resolução desses problemas. “A implantação de sistemas de drenagem e pavimentação em bairros que aguardavam essas intervenções há muitos anos representa um compromisso real com a qualidade de vida dos moradores.”, frisou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
Decretos convocam plebiscitos para desmembramento de Nova Poxoréu e Ilhas de Ocupação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou, na edição do Diário Oficial Eletrônico desta quarta-feira (22), convocações para plebiscitos que envolvem a população de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza. De autoria da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, os decretos legislativos para desmembramento e incorporação de áreas desses municípios haviam sido aprovados em sessão plenária do dia 15 de julho, após reuniões técnicas para debater o Estudo de Viabilidade Municipal.
O Decreto Legislativo nº 82 convoca plebiscito para consulta às populações dos municípios de Primavera do Leste e de Poxoréu sobre o desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, pertencente a Poxoréu, e a sua incorporação a Primavera do Leste. O distrito, atualmente, é um aglomerado urbano com cerca de 20 mil habitantes que fica a pouco mais de 5 km de Primavera do Leste e a cerca de 50 km da sede de Poxoréu.
O decreto propõe que a consulta seja realizada no mesmo dia das eleições gerais deste ano (próximo 4 de outubro), pela Justiça Eleitoral. Na data, o eleitor deverá responder “sim” ou “não”, em voto secreto, à pergunta: “Você é favorável ao desmembramento do distrito de Nova Poxoréu do município de Poxoréu e à sua incorporação ao município de Primavera do Leste?”. A alteração territorial será considerada aprovada se a maioria dos eleitores se manifestar favorável.
Município de Poxoréu.
Foto: HENRIQUE COSTA PIMENTA BRAGA
Já o Decreto Legislativo nº 83 dispõe sobre convocação de plebiscito para consulta às populações dos municípios de Cotriguaçu e de Colniza a respeito do desmembramento das chamadas Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu. Essas “ilhas”, segundo a justificativa do projeto aprovado, correspondem a 250 lotes em uma área com mais de 100 mil hectares, que, apesar de fazer parte do território de Colniza, está funcional, econômica e socialmente vinculada a Cotriguaçu.
Por questão de economia, esse decreto também propõe à Justiça Eleitoral que a consulta seja realizada junto com as próximas eleições. Os cidadãos de Cotriguaçu e Colniza deverão responder, de forma secreta, “sim” ou “não” à pergunta: “Você é favorável ao desmembramento das ‘Ilhas de Ocupação’ do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu do município de Colniza e a sua incorporação ao município de Cotriguaçu?”. A alteração territorial será considerada aprovada se a maioria dos eleitores se manifestar favorável.
Legislação federal – A Lei Complementar nº 230, de 15 de abril de 2026, estabelece normas gerais aplicáveis ao desmembramento de parte de um município e incorporação a outro. Essa norma prevê que, para esse caso, a competência cabe à assembleia legislativa do respectivo estado, que também deve tomar as providências necessárias para a realização do Estudo de Viabilidade Municipal. Determina ainda que, aprovado o decreto legislativo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve tomar providências para a realização do plebiscito, preferencialmente na mesma data das eleições gerais ou municipais.
De acordo com a lei, depois de proclamado o resultado da consulta popular pelo Tribunal Regional Eleitoral, o processo será concluído com a aprovação de projeto de lei e a publicação da lei estadual que fixará os novos limites territoriais dos municípios, caso o resultado seja favorável ao desmembramento. O plebiscito deverá ser único e consultar a população dos dois municípios envolvidos.
Estudos de Viabilidade Municipal – Entre os requisitos para desmembramento, previstos pela Lei Complementar nº 230, está a realização e divulgação do Estudo de Viabilidade Municipal (EVM).
O EVM sobre o distrito de Nova Poxoréu define a situação como uma “anomalia federativa”, já que Poxoréu detém o território e recebe a transferência (FPM) calculada pela população do distrito, sendo que é Primavera do Leste que presta e paga, na prática, a saúde, a educação e a infraestrutura da população. Segundo o estudo, os moradores do distrito vivem, trabalham, estudam e votam em Primavera do Leste.
Já o EVM elaborado para o caso das “Ilhas de Ocupação” demonstrou viabilidade técnica da alteração territorial. No aspecto econômico-financeiro e fiscal, o estudo constatou que a medida não acarreta colapso para nenhum dos municípios. No aspecto de infraestrutura e serviços públicos, verificou que Cotriguaçu já presta, de forma majoritária, os serviços essenciais à população da área por meio da subprefeitura do Distrito de Nova União. No aspecto urbanístico e social, evidenciou um sentimento de pertencimento consistente e documentado, bem como a contiguidade territorial e a coerência cadastral entre a área e o município de Cotriguaçu.
Fonte: ALMT – MT
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