Esporte
Fluminense vence Botafogo e garante vaga nas quartas do Carioca
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Sob forte chuva que castigou o Rio de Janeiro neste domingo (01-02), o Fluminense mostrou sua força no Estádio Nilton Santos e assegurou sua classificação para as quartas de final do Campeonato Carioca. Em um “Clássico Vovô” de muita disputa, o Tricolor das Laranjeiras venceu o Botafogo por 1 a 0, com um gol decisivo de John Kennedy, garantindo a liderança do Grupo A da competição.
A partida, que chegou a ser interrompida brevemente devido às condições climáticas adversas, viu o time comandado por Luis Zubeldía superar as dificuldades e o adversário. O gol de John Kennedy não apenas garantiu a vitória, mas também quebrou um jejum de quase quatro anos sem vitórias do Fluminense sobre o Botafogo no Nilton Santos. A última vez havia sido em 2022, também por 1 a 0.
Com este resultado, o Fluminense alcança os 12 pontos em cinco jogos, consolidando sua posição na ponta do Grupo A e garantindo a vaga antecipada para a próxima fase. O Botafogo, apesar da derrota, mantém-se na liderança do Grupo B, com nove pontos, e buscará recuperação para não comprometer sua classificação. Ambas as equipes entraram em campo com formações mistas, poupando alguns de seus titulares, mas as substituições no segundo tempo foram cruciais para o desfecho.
Próximos desafios:
O Fluminense agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Bahia na Arena Fonte Nova, nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília).
Botafogo terá um compromisso importante contra o Grêmio, na quarta-feira, às 21h30, também pelo Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
| BOTAFOGO 0 X 1 FLUMINENSE | |
|---|---|
| Data | 1 de fevereiro de 2026 |
| Estádio | Nilton Santos, no Rio de Janeiro |
| Arbitragem | |
| Árbitro | Wagner do Nascimento Magalhães |
| Assistentes | Carlos Henrique Alves Filho e Gustavo Mota Correia |
| VAR | Carlos Eduardo Nunes Braga |
| Renda / Público | R$ 400.648,00 / 9.776 presentes |
| Cartões Amarelos | Santiago Rodríguez (Botafogo), Ignácio (Fluminense) |
| Cartões Vermelhos | Não houve |
| Gol | John Kennedy, 25′ do 2º Tempo |
| Escalações | |
| BOTAFOGO | Léo Linck; Kadu (Vitinho, 12/2T), Mateo Ponte, Bastos e Marçal; Allan (Danilo, 13/2T), Nathan Fernandes (Alex Telles, 32/2T) e Barrera; Matheus Martins, Artur (Montoro, 20/2T) e Kadir (Santiago Rodríguez, 12/2T). Técnico: Martin Anselmi. |
| FLUMINENSE | Fábio; Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Bernal, Martinelli (Nonato, 47/2T) e Lima (Serna, 19/2T); Santi Moreno (Lucho Acosta, 19/2T), Canobbio (Savarino, 19/2T) e John Kennedy (Everaldo, 35/2T). Técnico: Luis Zubeldía. |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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