Cidades
Prefeitura de Cuiabá apoia acadêmicos indígenas em ação emergencial
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A Prefeitura de Cuiabá realizou, neste fim de semana, uma ação humanitária pontual e imediata em apoio a quase 100 acadêmicos indígenas de Mato Grosso que estavam na capital para atividades presenciais intensivas de cursos técnicos e de graduação. A iniciativa garantiu um jantar no sábado (17) e um almoço no domingo (18), assegurando condições adequadas para que os estudantes retornassem com tranquilidade e segurança às suas aldeias de origem.
A mobilização foi conduzida por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, após o poder público tomar conhecimento de uma necessidade emergencial enfrentada pelo grupo, formado por estudantes de 27 etnias diferentes. Os acadêmicos permanecem em Cuiabá por períodos específicos, geralmente de 15 dias, para cumprir etapas presenciais obrigatórias de sua formação, retornando posteriormente às aldeias, onde vivem e atuam junto às suas comunidades.
Diferentemente de informações equivocadas que circularam nas redes sociais, os estudantes não se encontravam em situação de rua nem de abandono. Trata-se de acadêmicos regularmente matriculados, que custeiam sua formação com recursos próprios e com apoio de associações indígenas, mas que, de forma pontual, ficaram sem recursos financeiros para alimentação nos dias que antecederam o retorno às aldeias.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que a atuação da Prefeitura ocorreu de forma responsável, técnica e humanitária. “Ao tomarmos conhecimento da situação, nossa equipe foi até o local para compreender a realidade e identificou estudantes indígenas em plena atividade acadêmica, comprometidos com sua formação e com o retorno às suas comunidades. Diante de uma necessidade pontual, a Prefeitura de Cuiabá agiu prontamente para garantir alimentação e preservar a dignidade dessas pessoas, sempre com respeito às culturas, às etnias e ao contexto em que estão inseridas”, afirmou a secretária.
Formação acadêmica com compromisso social
Os cursos são oferecidos pela Faculdade do Centro Educacional Interdisciplinar do Brasil (Faceib), instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e integrante do Grupo Educacional Uniceib. O projeto educacional voltado aos povos originários atende atualmente 92 estudantes, com foco nas áreas de Saúde, Direito, Pedagogia e Administração, em um ciclo de formação de quatro anos.
Segundo o coordenador do projeto e diretor da Faceib, professor doutor José Olímpio dos Santos, os acadêmicos que participaram da ação já estão na fase final do curso. “Os indígenas que participaram deste jantar e do almoço já estão retornando para suas respectivas aldeias. Eles permaneceram em Cuiabá por quinze dias para concluir a penúltima etapa do programa, cuja fase final ocorrerá em julho, com os preparativos para a formatura. Ao todo, serão quatro anos de formação”, destacou.
O professor, que possui mais de 33 anos de experiência na educação básica e superior, ressaltou ainda o caráter inédito do apoio institucional. “Esta é a primeira vez que o poder público municipal oferece um suporte desse porte ao projeto. É um reconhecimento à disciplina, ao comprometimento e à seriedade desses estudantes ao longo da formação”, afirmou.
Educação que respeita cultura, identidade e território
O modelo educacional adotado respeita integralmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ao mesmo tempo em que preserva as particularidades culturais, religiosas e linguísticas de cada etnia. As aulas são ministradas em língua portuguesa, com respeito às línguas maternas e aos dialetos tradicionais, utilizados como apoio pedagógico sempre que necessário.
Os estudantes vêm de regiões como Juína, Gaúcha do Norte, Parque Nacional do Xingu e território Panará. Durante a permanência em Cuiabá, ficam alojados em um espaço cedido pela Associação de Moradores local, próximo à faculdade, com estrutura pensada para proporcionar acolhimento e respeito cultural.
Vozes dos acadêmicos indígenas
Representantes dos estudantes destacaram a importância do apoio recebido. Akalo Kalapalo, acadêmico de Pedagogia da etnia Kalapalo, ressaltou o significado da iniciativa. “Gostaria de agradecer à Prefeitura de Cuiabá pelo apoio com as refeições que estão sendo oferecidas. É uma ajuda muito importante para nós. Meu plano é retornar à minha aldeia e trabalhar lá, levando o conhecimento que estou adquirindo”, afirmou.
Marco Wandala Palã, líder da turma de Pedagogia, também registrou agradecimento. “Em nome de todos os acadêmicos, agradecemos à Prefeitura de Cuiabá pelo apoio prestado”, disse.
Já o professor e liderança indígena Mato Lakalapalo destacou o caráter coletivo da ação. “Essa doação de alimento é uma iniciativa muito importante e demonstra respeito com nosso povo”, pontuou.
Para Abacatu Kayabi, conhecido como Cristiano, acadêmico da licenciatura em Pedagogia, a parceria simboliza inclusão. “Ingressar no ensino superior é uma conquista muito grande para nós. Somos todos povo brasileiro, e esse apoio da gestão municipal fortalece nossa caminhada”, afirmou.
Ação humanitária e responsabilidade institucional
O coordenador técnico de políticas sociais da secretaria, Joelton de Souza, explicou que a equipe foi ao local após questionamentos da comunidade sobre a presença do grupo. “No local, identificamos estudantes indígenas de cursos como Direito, Administração e Enfermagem, que relataram uma dificuldade financeira pontual. Sensibilizada, a secretaria providenciou imediatamente as refeições para este sábado e domingo”, explicou.
A atuação reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a dignidade humana, o diálogo intercultural e a responsabilidade social, adotando uma postura ética e humanitária diante de uma necessidade emergencial, sem estigmatização ou exposição indevida dos envolvidos.
Ao garantir apoio pontual aos acadêmicos indígenas, o Município contribui para que esses estudantes retornem às suas aldeias fortalecidos, levando conhecimento, formação e esperança, valores que reafirmam o papel do poder público como agente de inclusão, respeito e transformação social.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Mulheres em situação de rua recebem Implanon e mais de mil são beneficiadas em menos de seis meses
A oferta do Implanon é inédita em Várzea Grande e teve início em dezembro de 2025, após demanda da atual gestão ser contemplada pelo Ministério da Saúde, que naquela ocasião enviou 1.074 dispositivos
As equipes médicas da Atenção Primária à Saúde de Várzea Grande concluíram, na semana passada, a oferta e a implantação do contraceptivo subdérmico – o Implanon – em 43 mulheres pacientes do Consultório de Rua. As mulheres atendidas são várzea-grandenses em situação de rua e ou de vulnerabilidade social e financeira. Mais de várzea-grandenses já contam com o método contraceptivo ofertado de forma totalmente gratuita na rede pública municipal.
A oferta do Implanon é inédita em Várzea Grande e teve início em dezembro do ano passado, após demanda da atual gestão ser contemplada pelo Ministério da Saúde, que naquela ocasião enviou 1.074 dispositivos. Nova solicitação de contraceptivos foi feita ao governo federal para continuidade do atendimento.
Para se ter uma ideia da importância do contraceptivo, ainda mais no modelo subdérmico, ele custa farmácias, cerca de R$ 800 a R$ 1 mil. Nesses estabelecimento é vendo apenas o contraceptivo, sem a aplicação.
Todas as equipes que fazem a colocação do Implanon passaram por treinamento e estão habilitadas ao atendimento das mulheres que buscam por esse método para evitar gravidez não planejada.
Desde janeiro, dez Unidades de Saúde do Município estão aptas a realizar o procedimento: Nossa senhora da Guia, Manga, Vila Arthur, Marajoara, Limpo Grande, Manaíra, Água Vermelha, Jardim Glória, Capão Grande e o SAE/CTA.
Mesmo que o procedimento esteja centralizado em dez unidades, todas as 25 unidades básicas de Saúde de Várzea Grande estão aptas a receber as demandas das mulheres e fazer o correto encaminhamento para os pontos de referência em relação ao Implanon.
“COMO UM CHIP” – O Implanon (Implante Contraceptivo Subdérmico) é inserido na parte interna do braço e libera o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e garante proteção contraceptiva por até três anos. É considerado um método altamente eficaz, com taxa de prevenção superior a 99%.
Podem utilizar o implante mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos, desde que não estejam grávidas. Por isso, antes da inserção, é solicitado um exame de sangue Beta-hCG (teste rápido) para descarte de gestação. A aplicação pode ser feita por médicos ou enfermeiros capacitados, conforme protocolo do Ministério da Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, explica que Implanon é uma alternativa segura para mulheres que têm dificuldade com anticoncepcionais orais ou apresentam reações adversas. “Traz autonomia, facilita o planejamento reprodutivo e representa mais cuidado para quem busca um método de longa duração e Várzea Grande está disponibilizando um recurso eficiente e totalmente gratuito”.
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