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Deputado Thiago intensifica a luta contra a violência doméstica e promove qualificação profissional para mulheres

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O deputado estadual Thiago Silva (MDB) tem intensificado sua atuação no Parlamento Estadual com a implementação de ações e projetos voltados à proteção das mulheres em situação de violência doméstica, em todas as regiões de Mato Grosso.

Autor da Lei nº 11.061/19, que determina o funcionamento ininterrupto das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, o parlamentar tem se empenhado na criação de políticas públicas efetivas para combater a violência física, psicológica, patrimonial e sexual contra mulheres.

Graças à legislação de sua autoria, o Governo do Estado, com o apoio da primeira-dama Virgínia Mendes, inaugurou a primeira Delegacia da Mulher 24 horas em Cuiabá, além da primeira sala de atendimento ininterrupto a vítimas de violência doméstica e sexual, em Rondonópolis. A iniciativa busca oferecer acolhimento digno, seguro e qualificado, garantindo assistência às vítimas a qualquer hora do dia ou da noite.

“O aumento dos casos de feminicídio e outros tipos de violência contra as mulheres é alarmante. Nosso mandato tem se dedicado a criar leis e projetos que assegurem a proteção das mulheres, promovam sua independência financeira e fortaleçam sua saúde mental. Queremos garantir que elas tenham acesso a um futuro mais seguro e digno”, afirmou o deputado Thiago Silva.

Segundo a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), Mato Grosso registrou 8.144 atendimentos em 2024, um aumento de 65,5% em relação ao ano anterior, que contabilizou 4.920 chamados. Além disso, o estado viu um crescimento de 59,9% no número de denúncias, saltando de 957 em 2023 para 1.531 em 2024, sendo 1.389 por telefone e 117 via WhatsApp.

Os dados da Polícia Civil também revelam um impacto devastador: os feminicídios registrados no estado em 2024 deixaram 83 crianças órfãs de mãe. Esses números reforçam a necessidade de um combate rigoroso contra a violência de gênero.

Capacitação profissional e empreendedorismo para mulheres

Além da segurança e do acolhimento, o deputado Thiago tem investido fortemente na capacitação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade. Com o projeto “Flor do Cerrado”, idealizado por sua esposa, Eliane Moreira, mais de 2 mil mulheres foram capacitadas em cursos de artesanato, produção de pães, ovos de Páscoa, bolos, pintura em tecido e bordados.

Além disso, o parlamentar destinou mais de R$ 800 mil em emendas para o Projeto “Qualifica MT”, realizado em parceria com o Senai. A iniciativa possibilitou a qualificação de centenas de mulheres em diversas cidades do estado, com cursos em áreas como produção de salgados e doces, assistente administrativo e costura industrial.

“Nosso compromisso vai além da proteção: queremos garantir que essas mulheres possam reconstruir suas vidas com independência financeira. Geração de renda e autoestima são fundamentais para que elas superem as violências sofridas e tenham um recomeço digno”, destacou o deputado.

Com uma atuação abrangente e pautada no compromisso com a dignidade feminina, Thiago Silva segue fortalecendo suas iniciativas para erradicar a violência contra a mulher e proporcionar novas oportunidades.

Fonte: ALMT – MT



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Capacitação reforça etapas para garantir remição da pena pela leitura

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Em uma sala clara, uma pessoa segura uma folha com texto impresso, concentrada na leitura. Sobre a mesa há livros empilhados, entre eles um exemplar antigo com capa ilustrada. O ambiente é organizado e silencioso, típico de espaço de estudo.A pedagoga Adelaide dos Santos Moraes, gerente do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT), conduziu nesta quarta-feira (03) uma palestra voltada às equipes das unidades penais de Mato Grosso sobre a implementação correta do Projeto Remição pela Leitura. A atividade integra a capacitação “Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena”, realizada de forma virtual por meio da plataforma Teams.

A formação é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do TJMT (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação (Coeja/Seduc-MT) e do NESP/Sejus-MT. A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT e coordenador do Eixo Práticas Educativas, Pierro de Faria Mendes.

Durante a palestra, Adelaide foi direta ao destacar quem deve ser o centro do projeto. “A unidade prisional é a protagonista. Não só o gestor, não só a equipe de educação, mas todos os atores que atuam ali dentro”, afirmou. Segundo ela, sem o engajamento da equipe operacional das unidades, não é possível movimentar os custodiados para participar das ações educativas.

Nota Técnica 72 como guia

A gerente reforçou que a Nota Técnica nº 72 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em vigor desde 2021, deve ser referência obrigatória para todos os envolvidos na iniciativa. “Ela tem que ser cartilha. Ela dá o fluxo, passo a passo, para a nossa atuação, de modo a evitar falhas nas etapas que possam prejudicar o direito à remição”, explicou Adelaide.

O projeto é sustentado por um conjunto normativo que inclui a Constituição Federal, a Lei de Execução Penal, a Resolução CNJ nº 391/2021, a Instrução Normativa nº 01/2023 do GMF/TJMT, a Portaria Conjunta nº 001/2026 Seduc/Sejus e o Plano Pena Justa Nacional e Estadual.

Do empréstimo do livro à homologação

O processo de remição pela leitura segue oito etapas que precisam ser cumpridas rigorosamente: empréstimo do livro, leitura da obra, entrega do relatório, encaminhamento à Comissão de Validação, parecer da Comissão, elaboração da lista de leitores aptos, encaminhamento ao juízo e, por fim, homologação da remição.

Adelaide alertou que falhas em qualquer uma dessas etapas podem gerar devolutivas judiciais e prejudicar diretamente o direito do custodiado. “Quando a unidade não atua, a gente tem problemas com acesso, com baixa participação, com falhas documentais e confrontos judiciais”, disse.

A pedagoga também esclareceu um ponto frequentemente mal interpretado: o relatório de leitura produzido pelo interno não deve ser tratado como prova escolar. “A gente não vai corrigir ortografia nem transformar aquela resenha em algo rígido. Ela é um instrumento de direito do interno”, pontuou.

Outros pontos críticos abordados na capacitação incluem a necessidade de que a Comissão de Validação esteja devidamente formalizada por uma portaria e ativa, que os registros sejam mantidos atualizados e que a documentação esteja completa antes do encaminhamento ao Judiciário. Atualmente, 41 pedagogos cedidos pela Seduc atuam exclusivamente no projeto, um em cada unidade prisional do estado.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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