Mato Grosso
Professores e alunos da Rede Estadual de MT podem receber até R$ 11 mil em auxílio para pesquisa
Mato Grosso
Professores e alunos da Rede Estadual podem receber até R$ 11 mil em auxílio para projetos de pesquisa científica nas escolas, pela 4ª edição do programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
Além das bolsas, até R$ 15 mil reais poderão ser destinados à compra de equipamentos e materiais de custeio da pesquisa, que ficarão para a escola depois do fim período da bolsa.
Com investimento de R$ 2,6 milhões, o programa irá financiar 100 projetos de pesquisa na Rede Estadual, sendo R$ 26 mil o valor máximo recebido por pesquisa. As inscrições para as bolsas já estão abertas e seguem até o dia 14 de março.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, avalia que o PIE é uma forma de incentivar o conhecimento científico e tecnológico junto a professores e alunos da rede pública de educação de Mato Grosso.
“A assinatura deste edital é algo muito importante porque despertamos, junto aos nossos professores e estudantes, o interesse pela pesquisa, tecnologia e inovação. São R$ 2,6 milhões que o Governo de Mato Grosso investe, através de política pública, no cumprimento de nossa missão institucional de popularizar o gosto pelo conhecimento científico e tecnológico”, afirmou o secretário Allan Kardec.
Segundo o presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva, o PIE é um projeto que vem crescendo muito nos últimos anos. “O programa possibilita o aluno a ter contato com a pesquisa já na escola. É um projeto que vem ganhando muitos adeptos e se tornando uma realidade dentro das escolas”, destacou.
Para submeter propostas, o profissional deve obrigatoriamente ter titulação mínima de graduação, possuir vínculo estatutário ou celetista com a Secretária de Estado de Educação (Seduc), atuar na escola onde o projeto será executado e ter currículo atualizado nas plataformas Lattes e no SIGFAPEMAT. Cada responsável poderá participar com apenas um projeto neste edital.
As propostas contempladas receberão uma bolsa do PIE no valor de R$ 5,6 mil, com vigência de até sete meses para o docente, além de três bolsas de Iniciação Científica Júnior de R$ 5,4 mil para alunos ao longo seis meses, que serão destinados a alunos do do 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, ou do 1º, 2º, e 3° anos do Ensino Médio, regularmente matriculados na instituição executora do projeto.
A concorrência entre os projetos será regional com os 100 selecionados divididos entre as 14 Diretorias Regionais de Educação (DRE). Para mais especificidades, confira o edital completo clicando aqui.
Em casos de dúvidas ou dificuldades no preenchimento dos itens do formulário, o atendimento será realizado pelo e-mail [email protected], de segunda a sexta-feira, no horário de funcionamento da Fapemat.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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