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PF e PM prendem quatro pessoas com 70,5kg de drogas e armas na Região dos Lagos

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Macaé/RJ. Na madrugada desta sexta-feira (14/2), a Polícia Federal prendeu dois homens e duas mulheres que transportavam e armazenavam drogas e armas na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, em atuação conjunta com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

A ação teve início após um trabalho realizado por policiais federais em que obtiveram a informação de que entorpecentes seriam transportados do Complexo do Alemão, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, para serem distribuídas nas cidades de Armação dos Búzios/RJ e Cabo Frio/RJ, no distrito de Unamar.

A partir disso, os policiais federais repassaram os dados relevantes para o 25º Batalhão da PMERJ, e os policiais militares montaram uma barreira de fiscalização na entrada de Armação dos Búzios. Eles pararam um veículo que transportava drogas e prenderam um homem e duas mulheres que se encontravam no automóvel durante a abordagem.

Em seguida, os policiais militares se direcionaram até uma casa onde as drogas seriam armazenadas para distribuição na região de Unamar, em Cabo Frio. No local, mais entorpecentes foram encontrados, além de duas pistolas. O homem que estava na residência no momento da abordagem foi preso em flagrante. No total, a ação conjunta resultou na apreensão de 26,6 kg de cocaína, 41,6 kg de maconha e 2,3 kg de crack.

Os indivíduos, juntamente com as drogas e as armas apreendidas, foram encaminhados ao Posto da Polícia Federal em Cabo Frio para lavratura do auto de prisão em flagrante. As três pessoas que estavam no carro poderão responder pelo crime de tráfico de drogas, enquanto o homem encontrado na casa poderá responder pelo crime supracitado e também por posse ilegal de arma de fogo.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal



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Projeto amplia proteção a patentes afetadas por demora do INPI

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 32/26 autoriza a prorrogação da validade de patentes por até cinco anos para compensar inventores prejudicados por eventual atraso do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise dos pedidos. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, o pedido de prorrogação deverá ser apresentado em até 60 dias após a concessão da patente.

Hoje, a patente de invenção vale por 20 anos contados da data em que o pedido é apresentado ao INPI. Isso significa que o tempo gasto pelo órgão para analisar o pedido já faz parte desse prazo. Assim, quando a concessão demora muitos anos, o período em que o titular pode explorar a patente após sua aprovação fica menor.

O texto também altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para proibir o bloqueio de recursos destinados ao INPI e das despesas necessárias para manter, proteger e defender patentes estratégicas de instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) públicas.

Prática internacional
Na avaliação da autora do projeto, deputada Renata Abreu (Pode-SP), a demora do INPI em avaliar as patentes prejudica os contratos de transferência de tecnologia, as parcerias com empresas e a geração de receitas para as instituições públicas.

A autora ressalta ainda que outros países já adotaram medidas para compensar atrasos na concessão de patentes.

“Ao alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais e criar mecanismo de previsibilidade institucional, a proposta fortalece o sistema nacional de inovação, protege o investimento público realizado ao longo de décadas e consolida a política de Estado voltada à soberania tecnológica”, afirma a deputada.

Renata Abreu cita o caso da patente sobre o uso da polilaminina, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O pedido foi apresentado ao INPI em setembro de 2008, mas a patente só foi concedida em fevereiro de 2025.

Como a lei atual prevê que o prazo de proteção é contado a partir da data do pedido, a autora afirma que a demora reduziu o tempo disponível para a exploração econômica da tecnologia após a concessão.

Fundo de patentes
O texto cria o Fundo Nacional de Manutenção de Patentes Estratégicas (FNMPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para financiar gastos necessários à manutenção e à defesa de patentes no Brasil e no exterior.

O projeto também determina que, no mínimo, 50% das receitas obtidas com royalties e exploração econômica de patentes de universidades federais sejam reinvestidas em pesquisa e investimentos na própria instituição. Esses recursos também ficarão protegidos de contingenciamentos orçamentários.

Próximos passos
A proposta será analisada pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Em seguida, será apreciada pelo Plenário. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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