Implementação de providências de controle

Auditores da CGE visitam órgãos para ampliar orientações

Visitas técnicas envolvem também secretários-adjuntos e representantes das unidades executoras das ações

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Foto: Mayke Toscano - Secom/MT

Auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) estão percorrendo os órgãos estaduais para auxiliá-los na orientação e saneamento de dúvidas quanto ao processo de implementação dos planos de providências elaborados em atendimento a recomendações de melhoria dos controles internos emitidas pela própria CGE e pelo controle externo. A ideia é somar esforços para eliminar ou reduzir o quantitativo de planos de providências pendentes de execução.

Por isso, as visitas técnicas envolvem não somente membros das Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis), mas também secretários adjuntos e representantes das unidades executoras das ações.

Nos últimos dois meses, por exemplo, auditores da CGE estiveram em sete instituições na missão de auxiliá-las na redução ou eliminação do estoque de planos pendentes de implementação (SES, Sinfra, Sesp, Ager, Seaf, Sema e Empaer).

As reuniões técnicas têm sido bem recebidas pelas unidades executoras e já apresentam resultados favoráveis. Para se ter uma ideia, o auditor Klebson Santos do Carmo relata o envolvimento e empenho da área técnica da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) na execução dos planos.

Em um mês e meio, as ações pendentes de implementação no órgão caíram de 233 para 185. As 48 ações executadas neste curto período de tempo foram consequência do esforço das equipes de Obras Rodoviárias e Sistêmica da Sinfra. “As reuniões foram muito produtivas. Ninguém colocou empecilho. Muito pelo contrário, o pessoal se prontificou a dar a solução, acelerar o processo de implementação das ações”, destaca o auditor.

A maior proximidade dos auditores envolvidos nesta atividade (pós-auditoria e controle) com as Unisecis também vem contribuindo para o alcance dos resultados. “O fato de estarmos bem mais próximos das Unisecis, seja de forma presencial, por telefone, whatsapp ou reuniões remotas, tem feito o trabalho fluir melhor e minimizado o estigma de que a CGE está ali pra punir”, acrescenta o auditor Klebson.

O superintendente de Desenvolvimento do Controle da CGE-MT, Norton Glay Sales Santos, destaca que tão importante quanto a elaboração dos planos de providências é executá-los em sua totalidade, de preferência nos prazos estabelecidos, pois demonstra que o órgão adotou, de fato, as medidas para corrigir ou minimizar a ocorrência de erros e falhas na aplicação do dinheiro público.

“A elaboração e a implementação dos planos de providências demonstram a proatividade do gestor em solucionar efetivamente eventuais problemas nos processos e procedimentos relativos às atividades administrativas de aquisições, obras, gestão patrimonial, financeira, contábil e de pessoas. Além de significar boa intenção e zelo da organização com a coisa pública, é uma forma de o gestor se resguardar de eventuais apontamentos do controle externo, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE)”, pontua.

Nesse contexto, vale destacar que o TCE-MT considera a elaboração e a execução dos planos de providências como atenuantes na apreciação das contas de gestão e na realização de futuras fiscalizações que envolvam os objetos das ações propostas.

Os planos de providências devem ser elaborados pelas áreas envolvidas em apontamentos do controle interno (CGE), sob a supervisão técnica das Unisecis, em até 30 dias após o recebimento dos produtos da CGE-MT. Os planos devem elencar as ações, os responsáveis, os meios e os prazos para implementação das medidas de aperfeiçoamento da gestão pública. 

Quando da implementação dos planos de providências, a CGE monitora a execução das ações por meio de testes e avaliações nos registros e nas evidências apresentadas pelas secretarias via sistema eletrônico de monitoramento.

O trabalho de monitoramento gera relatórios periódicos emitidos pela Controladoria à autoridade máxima da secretaria em questão e ao TCE-MT com a demonstração do cumprimento ou não das providências nos prazos estabelecidos.

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Saúde

Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades

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Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.

De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.

A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.

Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.

Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.

Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.

A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.

Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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