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Ministério e Secretaria de Saúde alertam para prevenção ao sarampo
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Da Redação
Doença considerada extinta no Brasil, o sarampo já teve 907 casos confirmados e 2.740 casos suspeitos em todo o país. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso emitiram um alerta para conscientizar a sociedade sobre a importância da vacina – única e eficaz prevenção ao sarampo.
Em Mato Grosso, os últimos registros de casos de sarampo confirmados foram em 1998 e 1999. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), ocorreram casos suspeitos, investigados e descartados por critério laboratorial em 2018 e 2019.
Com o retorno da doença, a entrada de estrangeiros e a constante circulação de viajantes pelo país, as autoridades da Saúde estão preocupadas, especialmente, devido à baixa cobertura vacinal em todo o território brasileiro; visto que as pessoas estão deixando de se prevenir de doenças e estão suscetíveis ao contágio e a disseminação.
“Alertamos aos turistas, estudantes, migrantes que, quando há intensificação de viagens internacionais e mesmo nacionais para as localidades com surtos, há também maior risco de exposição. Logo, recomenda-se que os viajantes tenham suas vacinas atualizadas antes de viajar (preferencialmente 15 dias antes). Consonante a isso, é importante reforçar a vacinação de profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes e outros que tenham contato com viajantes, caminhoneiros e imigrantes; ressaltando também os profissionais de saúde. Recomenda-se às Secretarias Municipais de Saúde o alerta ao viajante/imigrante que apresenta febre e exantema; este deve evitar deslocamentos ou contato desnecessário com outras pessoas até ser avaliado por um profissional de saúde que viabilize o esclarecimento do diagnóstico e tratamento adequado”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de MT, Alessandra Moraes.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, podendo evoluir para complicações graves e óbitos. A doença é transmitida por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. O comportamento endêmico/epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área.
Quanto às medidas de prevenção, a vacina tríplice viral é a forma mais segura de prevenção ao sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. Nas unidades municipais de Saúde, a vacina tríplice viral está prevista para pessoas com um ano de idade e o reforço aos 15 meses com a tetra viral, integrando a rotina do calendário da criança, adolescente e adultos seletivamente.
De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade, devem tomar as duas doses: tríplice viral e tetra viral. Para crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, duas doses da vacina tríplice. Para pessoas de 10 a 29 anos, o ideal são duas doses da vacina tríplice viral; de 30 a 49 anos, uma dose da vacina tríplice viral.
Quem comprovar a vacinação contra o sarampo, não precisa receber a vacina novamente. A vacina tríplice viral não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e indivíduos que apresentem contraindicações.
Quanto ao profissional de saúde, a SES-MT alerta para médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, voluntários, estagiários, funcionários administrativos e funcionários de serviços ambientais, que têm um risco maior de exposição ao sarampo e de transmissão do vírus às pessoas. Todos os profissionais de saúde devem ter duas doses da vacina que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Portanto, é fundamental a revisão imediata da situação vacinal do sarampo entre as equipes e da vacinação dos trabalhadores de saúde sem evidência de imunidade.
Todo caso suspeito de sarampo e rubéola é de notificação imediata (24H) e investigação do caso (48h) com bloqueio vacinal (72h), assim como a solicitação de exame para sorologia e isolamento viral.
Para mais informações, o estado orienta contato com áreas técnicas da SES-MT por e-mail (gevepi@ses.mt.gov.br e notifica@ses.mt.gov.br) ou pelos telefones: (65) 36135379/5382 | 3661-5356 ou 0800 647 1201.
Saúde
Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.
De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.
A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.
Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.
Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.
Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.
Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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