Saúde
Comitê traça novas medidas e suspende retorno das aulas em Rondonópolis
Saúde
Da Redação
O Comitê de Gestão de Crise decidiu rever a questão do retorno das aulas do ensino médio e superior e não deve liberar a volta dos alunos em Rondonópolis, com exceção dos cursos profissionalizantes. A decisão se deve ao aumento do número de casos de pacientes com Covid-19 na cidade e vai ser publicada detalhadamente em decreto municipal. Esse foi um dos assuntos abordados durante uma coletiva de imprensa com representantes do Comitê realizada nesta terça-feira (12).
O procurador-geral do município, Anderson de Godoy, adiantou que será elaborado um novo decreto que vai tratar também sobre o horário de funcionamento dos postos de combustível que ficarão de acordo com o descrito no alvará e o aumento do número de pessoas em igrejas e templos religiosos podendo receber até 50% da capacidade.
Também foram revistos pelo Comitê a abertura dos restaurantes em sistema self-service e o aumento da carga horária dos funcionários do comércio de seis para oito horas diárias.
Mesmo com essas novas medidas a secretária de Saúde do município, Izalba Albuquerque reforçou que a população permaneça mantendo isolamento social, saindo de casa o mínimo possível e, caso for preciso, sair utilizando máscara, fazendo a higienização das mãos e mantendo o distanciamento entre as pessoas.
O número de casos confirmados de Covid-19 em Rondonópolis tem chamado a atenção. Em apenas cinco dias foram registrados 18 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e cinco pacientes estão internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O tenente-coronel Cleber Cândido Major, comandante da Polícia Militar, mostrou preocupação sobre o número de pessoas que estão nas margens de rios e frequentando cachoeiras na região e alertou que os proprietários de ranchos e balneários poderão ser responsabilidade pela aglomeração de pessoas.
O representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Comitê pede mais colaboração das pessoas que parecem estar despreocupadas com a contaminação e estão voltando a rotina normal. A PRF apontou que o fluxo de veículos circulando na rodovia está quase igual ao que era registrado antes da pandemia.
Foto: Diego Utida – Gcom
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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