Política
Secretaria de Educação repassa às escolas terceira parcela da alimentação escolar
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Da Redação
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pagou, na semana passada, a terceira parcela referente à alimentação escolar no valor total de R$ 1.996.131,20. Uma semana antes, foi depositada nas contas dos respectivos Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE) a parcela federal no total de R$ 3.143.285,20. Com a soma dos valores, as 768 escolas estaduais de Mato Grosso receberam R$ 5.139.416,40 referentes a terceira parceira do ano.
Este ano, já foram repassados às unidades educacionais R$ 15,1 milhões, referentes a seis parcelas, três de recursos estaduais e três federais. Este ano, serão repassadas 20 parcelas às escolas da rede estadual de ensino, sendo 10 com recursos do Estado e 10 do Governo Federal. Esses recursos são destinados para a aquisição exclusiva de gêneros alimentícios para preparo da alimentação escolar dos alunos.
Atualmente, a rede estadual de Mato Grosso serve 413 mil refeições diárias, incluindo as escolas indígenas que dispõem de cardápios próprios. Nas escolas plenas, cujo ensino é integral, são servidas três refeições, assim como nas escolas especiais. As creches, por sua vez, servem cinco refeições.
Os cardápios da alimentação escolar são elaborados pela equipe de nutricionistas da Seduc, utilizando gêneros alimentícios básicos. O cardápio respeita as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura alimentar da localidade e a sustentabilidade, sazonalidade e diversificação agrícola da região e na alimentação saudável e adequada.
O coordenador de alimentação escolar, Hesloan Maia, orienta às escolas que ainda não regularizaram o CDCE a fazerem o mais rápido possível, pois terão dificuldades em receber o recurso. Ele ressalta ainda que o repasse regularizado é uma garantia que o gestor tem para trabalhar com tranquilidade, oferecendo uma alimentação escolar com qualidade que vai refletir no desempenho escolar dos alunos.
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CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.
A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.
O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.
“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.
A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.
O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.
A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.
Agências reguladoras
A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).
O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.
O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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