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Prefeitura de Várzea Grande e justiça estudam parceria para contratar reeducandos e promover a reinserção social

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Da Redação

 

 

A prefeita Lucimar Sacre de Campos, recebeu em seu gabinete o juiz da 2º Vara Criminal Cuiabá/Várzea Grande, Leonardo Pitaluga, para discutir a assinatura do Termo de Intermediação de Mão de Obra Remunerada de Recuperandos, por meio de parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e a Fundação Nova Chance (Funac).

Segundo o juiz Leonardo Pitaluga, a medida é uma política social na tentativa de reinserção social dos reeducandos de Várzea Grande, em regime fechado e ou semiaberto, sendo a finalidade principal de contribuir com a construção de uma sociedade melhor para todos.

“Com a assinatura do documento, a prefeitura colabora com a reinserção do recuperando, tanto nos âmbitos do convívio familiar e em comunidade quanto na esfera profissional”, afiançou o Juiz.

Como explica Leonardo Pitaluga a instituição busca auxiliar na ressocialização de homens e mulheres do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso, com oferta de trabalho remunerado, mediante parceria com empresas e entidades públicas que queiram contratar a mão de obra.

“A Funac é um órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), autorizada pela Lei Complementar Estadual n° 291, de 26 de dezembro de 2007 e instituída pelo decreto 1.478 de 29 de julho de 2008. Muitos municípios do Estado já possuem esta parceria, seria muito importante Várzea Grande avaliar e estar inserida nesta realidade, verificando a margem prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF que limita gastos com folha de salários”, disse o magistrado.

Para a prefeita, Lucimar Sacre de Campos esta ação é uma forma de reintegrar a sociedade pessoas que estão dispostas a mudar de vida. “É uma forma real de dar uma segunda chance e acreditar no ser humano. Várzea Grande está disposta a firmar esta nova parceria, mas acreditamos que tudo deve ser em conformidade com a lei. Iremos avaliar a proposta junto aos órgãos competentes, principalmente a Procuradoria Geral do Municípios na pessoa da procuradora Sadora Xavier, e junto a secretária de Assuntos Estratégicos, Adriana Leão. Acreditamos que o que for bom para a justiça, será bom para a nossa população, pois esta ação promove a reinserção social e profissional”, disse a prefeita.

O contrato a ser firmado servirá para realização de trabalhos relacionados a serviços de paisagismo, manutenção e conservação de prédios e bens públicos, jardinagem, limpeza, roçada, pintura e capina.  Os reeducandos (as) que serão contratados e selecionados pela Funac, passarão por uma comissão multidisciplinar designada pela direção da unidade prisional antes de serem escolhidos. Além disso, a Funac também será responsável pelo acompanhamento dos trabalhos.

O juiz explicou ainda que a ação é o real cumprimento da Lei Penal, “pois o trabalho está previsto em Lei tanto para reeducandos de regime semiaberto quanto fechado. Realizamos acompanhamento coletivo e individual, e saliento a importância dessa chance. Porém, antes de eles irem para a rua, são ofertadas palestras salientando essa perspectiva, de ter um emprego e renda e a nova chance. Se realmente desejarem conseguem as mudanças necessárias para uma vida e futuro promissor”, explicou.

Outra parceria a ser firmada e estudada é a cessão por parte do município, de dois profissionais, um psicólogo e um assistente social, para atender a Justiça em suas necessidades e serem alocados no Ganha Tempo. “ Para dar certo a parceria de contratação, uma das exigências é o comparecimento mensal junto a esses profissionais, e eles estando perto e no município, evita o deslocamento até o Fórum de Cuiabá. Uma medida leva a outra na facilitação do sucesso da parceria. É o que propomos e almejamos juntos, em união com o município”, disse o juiz Leonardo Pitaluga.

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CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.

A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.

O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.

“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.

A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.

O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.

A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.

Agências reguladoras

A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.

O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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