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INCLUIABÁ: projeto lançado por Emanuel e Márcia Pinheiro é referência social

Prefeito Emanuel Pinheiro afirma que o programa tem impacto justamente pela objetividade humanizada do seu formato

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Política

Luiz Alves

O projeto Incluiabá – Inclusão, Respeito e Oportunidade, lançado pelo prefeito Emanuel Pinheiro e primeira-dama Márcia Pinheiro, representa explícito aceno esperançoso para quem se sentia discriminado profissionalmente, segundo análise da coordenação de Assistência Social do município.

“Essa iniciativa é pioneira em todo o país no que é atinente à criação de vagas e ingresso ao mercado de trabalho da população LGBTQIA+, pessoa com deficiência, imigrantes e outros grupos sociais”, definiu o prefeito Emanuel ao salientar a importância do Incluiabá [lançado dia 22], cuja praticidade operacional já acontece no próprio Palácio Alencastro e demais órgãos municipais.

Emanuel enfatizou assim o sentimento de estar seguindo os passos da sensibilidade solidária para que a humanização de sua gestão se torne tônica referencial para alcance de horizontes de mãos fortalecidas em futuros impensados.

“Pensar no próximo, e, principalmente, interagir com o próximo, auxiliando-o sem discriminar, é sempre humano e essencial.  Primamos por dar bom exemplo na nossa própria casa e no Palácio Alencastro, sede do povo cuiabano. É ali que os pequenos detalhes se tornam chamativos para que as pessoas tenham ampla visualização do sério trabalho encetado em prol da capital e dos seus habitantes, e possam também coletar bons exemplos de humanização. Em síntese: enfatizamos diuturnamente o direito coletivo, inerente a todos e sem distinções”.

Incluiabá, ainda segundo o prefeito, “está presente do primeiro andar ao sétimo andar do Alencastro, sede de decisões administrativas que têm culminado com satisfação por parte dos munícipes e de quantos acompanham o nosso trabalho de gestor. Aos poucos, estamos transfigurando Cuiabá de forma bem positiva, por meio de empreendimentos resolutivos. O setor viário é um deles”.

Para a primeira-dama Márcia Pinheira, é preciso empenho geral de todos para que harmonização social se torne rotina espontânea mundo afora, não apenas no Brasil. “Nós precisamos trabalhar cada vez mais pela inclusão. E Cuiabá, que dispõe de gestão humanizada, sempre franqueada ao próximo e aos seus anseios, emoldura exemplo de extrema sensibilidade ao encetar, via Incluiabá, uma iniciativa tão importante”, defende.

Conforme Denner Santos, o Incluiabá traz bem-estar geral àqueles que vinham se sentindo discriminados no mercado de trabalho. “O sentimento é de explícita realização ao trabalhar diretamente com as pessoas, podendo ajudá-las e aprendendo como nossa cidade é administrada. Tenho crescido muito profissionalmente e como pessoa”.

Denner Santos: “Felicidade é pouco para exprimir o que sinto”  – Foto: Secom Cuiabá

 

Denner é a Drag Queen Alice, e explica que seu lado artístico se resume na verdadeira felicidade, onde pode mostrar quem realmente é. Ele destacou que Alice é uma mulher empoderada e confiante, com militância aguerrida pelo direito de todas as minorias.

“A inclusão de minorias no Brasil é um processo que vem ganhando espaço gradual dentro da sociedade ativa. Tanto jovens de famílias de baixa renda quanto pessoas com deficiência estão em uma luta constante pela conquista do seu espaço dentro do mercado de trabalho. Espero que este projeto se expanda e vá além de Cuiabá e Mato Grosso e chegue no Brasil, no mundo” afirma.

De acordo com o recepcionista, as desigualdades sociais resultam na ausência de oportunidades e condições dignas de vida a segmentos menos favorecidos da população. O preconceito e a discriminação de minorias também geram exclusão e desrespeito, comprometendo a preservação de tradições culturais e o exercício da plena cidadania.

“Novas ações iguais a essa devem ocorrer para inclusão dos grupos pertencentes às minorias, que possam adentrar no mercado de trabalho. Por um longo período eu nem conseguia acreditar que projetos similares pudessem realmente acontecer. Só passei a ver que era algo real, concreto, após os cursos de qualificação. Atualmente, sinto-me acolhido e respeitado dentro do Palácio Alencastro. Só tenho a agradecer e comemorar por essa nova etapa de vida feliz”, reforça.

 Projeto Incluiabá

Inicialmente foram contratados dezesseis novos servidores, que já passaram por capacitação técnica e iniciarem as atividades em abril. A empresa Bem Estar- Prestadora de Serviços é a empresa responsável pela contratação e acompanhamento dos trabalhos. A meta é a contratação de até 50 trabalhadores.

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional

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Foto horizontal que mostra uma mulher privada de liberdade sentada em uma sala de aula, lendo o livro A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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