RESTRIÇÕES EM RODOVIAS

O encontro foi pedido para que as partes debatam sobre uma portaria publicada pela pasta em julho deste ano.

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Foto Samantha dos Anjos Farias

O deputado estadual Faissal Calil (PV) apresentou na sessão de quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um Requerimento (nº 429/2021) solicitando uma reunião, em caráter de urgência, entre representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat). O encontro foi pedido para que as partes debatam sobre uma portaria publicada pela pasta em julho deste ano.

O documento restringe a circulação de veículos de carga com preso bruto total (PBT), cheio ou vazio, igual ou superior a 26 toneladas, mais de três eixos e comprimento acima de 14 metros em alguns trechos das rodovias MT 010, MT 246 e MT 251. A categoria quer conversar com a Sinfra para debater sobre as Autorizações Especiais de Trânsito (AET), e as restrições de intervalo de tempo de circulação.

A Sinfra apontou, na portaria, que estas autorizações só serão emitidas com a permissão do tráfego nestas rodovias e trechos apenas em dias úteis, no período noturno, entre as 20 horas e 5 horas do dia seguinte, sendo vedado a circulação, mesmo com AET, nos finais de semana e feriados. O deputado aponta, no requerimento, que estas restrições prejudicam diversos setores econômicos.

“Estas restrições de intervalo de tempo de circulação nestas rodovias acabam resultando em severos prejuízos ao setor do transporte de cargas, razão pela qual o entendimento junto ao Governo do Estado deve ser buscado. É preciso que exista uma flexibilidade maior por parte da Sinfra para não prejudicar ainda mais a categoria, considerada uma das mais importantes de nossa economia”, afirmou.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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