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ELEIÇÕES 2024 TERÃO 7 MIL CÂMERAS NA SEGURANÇA E COMBATE A CRIMES ELEITORAIS

Em 121 municípios, as câmeras foram instaladas em escolas que são locais de votação

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Política

Foto: Reprodução/TRE-MT

Mais de 7 mil câmeras de monitoramento serão utilizadas na operação de segurança das Eleições Municipais de 2024. Isso será possível graças a uma parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança de Segurança Pública (Sesp-MT), que prevê o acesso do Tribunal ao videomonitoramento do programa Vigia Mais MT.

Do total de câmeras que serão acessadas, a Sesp-MT informou que em municípios onde houve a adesão e instalação, há 121 escolas, que são locais de votação, com aproximadamente 1.800 câmeras funcionando. Cerca de 2 mil profissionais de segurança e 200 diretores de escola têm acesso às imagens em tempo real, o que permite uma ação rápida e efetiva.

Toda a ação é feita por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que conta com a coordenação do TRE-MT e a participação dos órgãos de segurança estaduais e federais, entre outras instituições que contribuem para o cumprimento do planejamento de segurança das eleições.

O coordenador do GGI, juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella, enfatizou a preocupação do órgão com a segurança do pleito. “Essa gestão, presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, criou o sistema Camino, centraliza as informações do estado, visando uma melhor gestão, principalmente com relação ao GGI, que reúne as forças de segurança. E este ano tivemos um ganho, que é o sistema Vigia Mais, que integramos dentro do sistema Camino. Então, essas câmeras são direcionadas para todo o estado de Mato Grosso e, com a integração, vai facilitar o gerenciamento, principalmente no que diz respeito à segurança das eleições de 2024”.

As câmeras garantem uma ação rápida e efetiva, como explica o secretário de Estado e Segurança Pública, coronel PM César Roveri. “Já contamos com mais de 10.700 câmeras distribuídas e cerca de 7 mil instaladas na capital do estado, em parceria com os comerciantes, com a Câmara de Dirigentes Lojistas e outros segmentos sociais privados e, no interior do estado, temos a parceria com os municípios, possibilitando as instalações nas escolas, que são locais de votação. E o TRE-MT terá acesso a esse sistema, que vai nos ajudar na elucidação de qualquer tipo de ilícito, principalmente o cometimento de algum crime eleitoral, garantindo a segurança do cidadão, a segurança do pleito eleitoral, garantindo que toda a sociedade possa exercer o seu direito de voto, o seu direito de cidadania”.

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Dívidas rurais: projeto no Senado prevê refinanciamento; veja quem tem direito

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Preocupados com os desafios do setor agropecuário brasileiro, como os reflexos da guerra no Oriente Médio, desastres climáticos em diversos estados, juros elevados e a queda no preço das commodities, senadores  buscam acelerar um projeto que destina recursos do Fundo Social do pré-sal ao refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O PL 5.122/2023, já aprovado pela Câmara, está sob relatoria de Renan Calheiros (MDB-AL) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Mas quem terá direito e quais são as condições previstas?

Quais os tipos de dívidas? O crédito poderá ser usado para quitar dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural contratadas até 30 de junho de 2025, renegociadas ou não. Para operações de investimento, a cobertura se limita às parcelas com vencimento até 31 de dezembro de 2027.

Sem multa: os débitos serão recalculados sem multa, mora e outros encargos por inadimplência.

Requisitos: para ter acesso ao crédito, o produtor rural, associação, cooperativa de produção ou condomínio deve ter propriedade em município que atenda a pelo menos dois dos seguintes requisitos:

  • Estar em estado ou município com calamidade pública ou emergência reconhecida pelo governo federal em pelo menos dois anos entre 2020 e 2025, por eventos como secas, inundações, geadas ou tempestades.
  • A soma das dívidas rurais com atraso superior a 90 dias deve ultrapassar 10% da carteira de crédito rural do município em 30 de junho de 2025.
  • Pelo menos duas perdas iguais ou superiores a 20% do rendimento médio municipal em alguma cultura agrícola ou atividade pecuária entre 2020 e 2025.

O produtor também deve comprovar, por laudo técnico, perdas de ao menos 30% da produção em pelo menos uma cultura, em duas ou mais safras.

Taxas de juros

  • 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e demais pequenos produtores;
  • 5,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores;
  • 7,5% ao ano para os demais produtores.

Prazo: o pagamento será feito em até dez anos, com carência de até três anos. Em casos excepcionais, o prazo poderá ser ampliado para 15 anos.

Limite individual ou por cooperativa: produtores individuais poderão pegar até R$ 10 milhões emprestados; associações, cooperativas de produção e condomínios terão até R$ 50 milhões liberados.

Garantias: são aceitas as garantias usuais da modalidade de crédito rural, como penhor, hipoteca e alienação fiduciária, sendo vedada a exigência de garantias adicionais.

Suspensão: ficam suspensos até a tomada do novo empréstimo vencimentos, cobranças, execuções judiciais e inscrições em cadastros negativos referentes às dívidas a serem quitadas.

Os financiamentos deverão ser contratados em até seis meses após a publicação do regulamento.

Qual será o valor total liberado? A linha especial de financiamento de crédito terá como limite global o valor de R$ 30 bilhões.

De onde vem o dinheiro? Receitas correntes do Fundo Social dos anos de 2025 e 2026 e superávit financeiro dos anos de 2024 e 2025.

Quem vai operar? O BNDES e bancos por ele habilitados. Essas instituições assumirão os riscos das operações, incluído o risco de crédito (calote do devedor).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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