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Com drogas no estômago, bolivianos passam mal após prisão; trio foi submetido a cirurgia

Traficantes tentaram despistar os policiais, mas não conseguiram convencê-los…

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Não fosse uma pronta intervenção clínica, quando foi detectado que dois homens e uma mulher boliviana portavam grande quantidade de cápsulas de cocaína no estômago, esse trio de traficantes poderia ter ido a óbito.

Esse caso aconteceu no início da noite do último domingo, 19, em Cuiabá. No raio-x, realizado no Hospital Municipal de Cuiabá, é possível ver dezenas de cápsulas que foram armazenadas no estômago, algo perto de 100 porções de cocaína.

Segundo a Polícia Militar, chegou até ao órgão informações de que elementos procedentes de Corumbá-MS  aportariam com drogas no Terminal Rodoviário de Cuiabá. Os policiais se deslocaram até à rodoviária para “recepcioná-los”.

Não demorou para que o ônibus chegasse, e, de fato, lá estavam dois homens [32, 44 anos] e uma mulher [31], de origem boliviana. Os militares da Força Tática, após identificá-los, passou a revistá-los, trabalho extensivo à bagagem de mão.

Independente de nada terem encontrado, os militares perceberam que os três evidenciavam nervosismo anormal. Questionaram o porquê de agirem assim…

Relutando, eles tentaram despistar, dizendo estar tudo bem. Mas, diante da pressão intensiva dos policiais, que suspeitavam de algo grave, terminaram confessando que haviam engolido as cápsulas com drogas. Diante disso, receberam voz de prisão.  Logo começaram a evidenciar dores e outros sintomas, mobilizando imediata remoção para o HMC.

Autuados por tráfico de drogas, encontram-se à disposição da Justiça.

 

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Polícia Civil cumpre mandados contra núcleo de facção responsável por execuções em Barra do Bugres

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11.6), a “Operação Missionários”, para cumprimento de 10 ordens judiciais, com alvo em um núcleo de facção criminosa, cujos integrantes são responsáveis por homicídios determinados por lideranças do grupo.

Dentre as ordens judiciais estão oito mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Barra do Bugres. Os mandados são cumpridos nas cidades de Barra do Bugres e Várzea Grande.

Entre os alvos estão integrantes de uma facção criminosa que atuavam como executores, autodenominavam-se “missionários” e agiam sob orientação de lideranças superiores do grupo.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Barra do Bugres, apontaram que os investigados foram deslocados para o município com a finalidade específica de executar rivais e alvos determinados pela facção.

As investigações, que levaram à identificação do núcleo específico dentro da facção, iniciaram após episódios de violência ocorridos em 2025 no município. Em 24 de julho de 2025, foi registrado um homicídio que vitimou o jovem Lucas das Chagas Cruz, de 26 anos. O crime ocorreu em uma chácara, ocasião em que a vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo. Na mesma ação, a mãe da vítima foi atingida por um disparo na perna.

Posteriormente, em 18 de outubro de 2025, um novo episódio de violência culminou no sequestro e na execução do adolescente Denilson Xavier Falanque, de 16 anos. O corpo do menor foi encontrado três dias após o seu desaparecimento, em estado de decomposição, em uma via vicinal da estrada canavieira, em meio a uma plantação de cana-de-açúcar. O fato reforçou a suspeita de atuação contínua, planejada e coordenada do grupo em Barra do Bugres.

Ao longo de várias semanas, policiais civis realizaram monitoramentos, levantamentos de inteligência e diligências de campo que permitiram identificar mentores, apoiadores e executores das ações criminosas. Os elementos de informação reunidos apontam, de forma consistente, a participação de pelo menos oito pessoas nos crimes investigados.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gilcimar Carvalho dos Santos, a operação é resultado de um trabalho investigativo intenso e qualificado. “A operação tem como objetivo desarticular a atuação do núcleo do grupo criminoso, assim como identificar outros possíveis envolvidos”, disse o delegado.

As investigações continuam em andamento, e demais medidas judiciais e operacionais serão adotadas conforme o desenvolvimento das apurações.

Nome da operação

A denominação “Missionários” faz referência à designação adotada por integrantes do grupo criminoso para identificar os agentes recrutados para a prática de ações violentas e execuções promovidas pela facção criminosa.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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