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Prefeitura de Sinop coloca em funcionamento semáforo no cruzamento das avenidas das Figueiras e Itaúbas

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Segurança e Trânsito, colocou em funcionamento mais um conjunto semafórico na cidade. O novo equipamento está instalado no cruzamento da avenida das Figueiras com avenida das Itaúbas, na região central, um dos pontos de maior circulação de veículos do município. A medida integra o planejamento de modernização da sinalização viária, com foco em oferecer mais segurança, organização e eficiência ao trânsito.

O novo controlador semafórico funciona em três tempos. Para quem segue pela avenida das Figueiras, sentido avenida das Acácias, só pode fazer conversão à direita. O mesmo serve para quem segue pela avenida das Figueiras sentido avenida dos Ingás. Para quem trafega pela avenida das Itaúbas sentido avenida das Palmeiras e vice-versa, poderá converter à direita ou à esquerda.

A implantação de semáforos em cruzamentos de grande fluxo é uma das principais ferramentas para disciplinar a circulação de veículos e pedestres, reduzindo conflitos entre os diferentes sentidos de tráfego, organizando as travessias e proporcionando maior fluidez, especialmente nos horários de maior movimento. Além de contribuir para a prevenção de acidentes, a sinalização semafórica acompanha o crescimento urbano e o aumento da frota, garantindo uma mobilidade mais segura e eficiente.

O secretário de Segurança e Trânsito, Wesney Sodré, destaca que a instalação faz parte do planejamento da administração municipal para acompanhar o desenvolvimento de Sinop.

“A instalação de conjuntos semafóricos faz parte do planejamento da Secretaria em modernizar o trânsito de Sinop. O município cresce exponencialmente em todos os setores e, principalmente, no número de veículos. A sinalização semafórica é uma forte aliada no controle do fluxo e contribui para a melhoria da mobilidade urbana. Esse é um ponto de bastante fluxo de veículos e deverá ter a fluidez melhorada, principalmente nos horários de pico”, afirmou.

Com o início da operação do novo equipamento, a Secretaria orienta os condutores a redobrarem a atenção durante os primeiros dias de funcionamento, respeitando a nova dinâmica do cruzamento e os tempos de abertura e fechamento do semáforo.

O subcomandante da Guarda Civil Municipal, Wesley Cruz, reforça a importância da colaboração dos motoristas. “Atenção, motoristas, o semáforo na Avenida das Figueiras com a Avenida das Itaúbas já está em funcionamento. Ao passar pelo local, reduza a velocidade, fique atento à sinalização e respeite os tempos do semáforo. Pequenos cuidados fazem toda a diferença para um trânsito mais seguro. Dirija com atenção!”

Nos últimos anos, a Prefeitura de Sinop intensificou os investimentos na modernização da sinalização viária com a implantação de novos conjuntos semafóricos em pontos estratégicos da cidade. Antes do cruzamento das avenidas das Figueiras e Itaúbas, os equipamentos foram instalados na Avenida das Figueiras com a Avenida André Maggi, no Residencial Delta; Avenida dos Pinheiros com a Avenida André Maggi, no Residencial Carandá Bosque; e Rua João Pedro Moreira de Carvalho com a Avenida Alexandre Ferronato, no Setor Industrial.

A próxima etapa do cronograma prevê funcionamento do novo conjunto semafórico no cruzamento das avenidas dos Jacarandás e das Figueiras, ampliando as ações voltadas à segurança viária e à melhoria da mobilidade urbana em Sinop.



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Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP

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Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa. 

O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.

“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”. 

Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita. 

Endividamento 

A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025. 

Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta. 

“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores. 

A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.  

 



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