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FICCO/AL desarticula esquema de fraudes bancárias em Alagoas

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Maceió/AL. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Contrato Final para desarticular um grupo especializado em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL).

Foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva nas cidades de Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde.

A investigação aponta que a organização, liderada por empresários e com a participação de um gerente da Caixa Econômica Federal, utilizava documentos falsos e empresas de fachada para obter empréstimos. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e o afastamento cautelar do agente público.

Um desdobramento da investigação revelou que o esquema envolvia a contratação de seguros de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Durante as diligências, que contaram com o apoio operacional da Polícia Militar de Alagoas, foram apreendidos veículos de luxo, armas de fogo e equipamentos eletrônicos. Os investigados poderão responder por lavagem de capitais, estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e fraudes financeiras.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal do estado.

Comunicação Social da Polícia Federal no Estado de Alagoas SR/PF/AL

Fonte: Polícia Federal



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Projeto cria protocolo contra discriminação racial nas escolas

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O Projeto de Lei 4887/23, da deputada Carol Dartora (PT-PR), cria protocolo de atendimento de vítimas de discriminação racial em escolas públicas e privadas de todo o país. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Pelo projeto, toda escola onde ocorra um caso de discriminação racial ficará obrigada, entre outras medidas, a:

  • acionar a autoridade policial no momento do fato;
  • encaminhar o caso ao Ministério Público;
  • oferecer apoio psicológico a vítimas, familiares e profissionais envolvidos; e
  • apresentar relatório anual ao órgão de educação competente e ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).

As escolas também terão de identificar fatores de risco individuais, escolares e comunitários que contribuam para a violência. Além de criar programas socioculturais voltados à conscientização sobre a pluralidade cultural do país.

Também deverão realizar cursos de formação sobre letramento racial para profissionais da educação e incluir, na matrícula, o critério de cor e raça para autodeclaração de alunos.

O protocolo de atendimento de vítimas deverá ser afixado em local visível em todas as escolas, com a lista de órgãos que podem ser acionados em caso de discriminação racial.

Carol Dartora afirma que o crescimento da violência racial nas escolas e o avanço de células neonazistas no país motivaram a apresentação da proposta. Segundo notícia de 2023, havia naquele momento pelo menos 530 células neonazistas com 10 mil participantes no Brasil.

“A partir desses dados, verifica-se a necessidade e urgência da criação de um protocolo para casos de violência racista nas escolas de todo o país”, diz Dartora.

Responsabilização
O projeto prevê que o servidor público autor de discriminação racial responderá a processo administrativo, sem prejuízo de outras responsabilizações. O mesmo vale para o profissional da educação que, tendo conhecimento do fato, deixar de agir ou de prestar atendimento à vítima.

As secretarias estaduais e municipais de educação deverão inserir equipes multidisciplinares para tratar do tema. Além disso, devem produzir relatórios semestrais sobre a aplicação das leis que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/90) para que quem pratique discriminação racial em escola seja encaminhado a programas de conscientização sobre pluralidade cultural como medida socioeducativa.

Na Lei 13.431/17, que trata da escuta especializada de crianças e adolescentes vítimas de violência, o projeto inclui atos de discriminação racial contra criança ou adolescente como forma de violência psicológica.

Próximos passos
A proposta deve ser analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Como ela teve a urgência aprovada, poderá ser analisada pelo Plenário sem passar pelas comissões.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra



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