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Comissão discute exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos; participe

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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados discute, na próxima terça-feira (28), a exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos. O debate será realizado às 13 horas, no plenário 13, e será interativo.

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) foi quem pediu a reunião. O objetivo é avaliar:

  • os critérios técnicos e a transparência das avaliações biopsicossociais realizadas por concursos públicos; e
  • a legalidade das exclusões na etapa de enquadramento como pessoa com deficiência.

Os convidados também vão discutir a efetividade das políticas de reserva de vagas para pessoas com deficiência em concursos para carreiras de segurança pública e atividades de natureza operacional.

O debate deve abordar:

  • a necessidade de padronização nacional dos procedimentos de avaliação; e
  • a distinção entre o reconhecimento da condição de pessoa com deficiência e a avaliação de aptidão para o exercício do cargo.

Da Redação – ND



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Júlio Campos duvida de compra de votos na Câmara de VG e questiona demora do Gaeco

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) colocou em dúvida as suspeitas de compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. O parlamentar afirmou que recebeu com surpresa a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), e questionou a demora entre a disputa, realizada em maio, e o cumprimento dos mandados, em outubro.

“Para mim foi uma surpresa. Não sei qual o fundamento do Gaeco com relação às denúncias que tiveram, que parece que é compra de voto. Eu não acredito muito nessa história, porque se houve essa compra de voto, houve também uma disputa renhida”, declarou Júlio, em entrevista nesta quarta-feira (21).

O deputado argumentou que a eleição foi bastante acirrada. Na votação, a chapa de Wanderley Cerqueira (MDB) venceu a composição liderada por Lucas Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11. O resultado, posteriormente, foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“O Wanderley ganhou a eleição do Lucas por um voto, quer dizer, há uma bancada hoje bastante disputada lá em Várzea Grande, eu não acredito também que tenha algum fundamento, mas vamos aguardar. A polícia está investigando e só cabe a nós ver o que vai ocorrer daqui pra frente”, afirmou.

Deputado questiona momento da operação

Júlio também demonstrou estranheza com o intervalo entre a eleição da Mesa Diretora e a deflagração da operação. Para ele, o tempo transcorrido levanta questionamentos sobre a condução do caso.

“É meio estranho, né? Porque há várias denúncias que já fizeram com relação à administração municipal, da gestão da prefeita Flávia Moretti, e nunca houve nenhum prosseguimento. Essa da Câmara Municipal também, não sei se tem fundamento ou não, mas é meio estranho, né? Porque esse fato foi em maio, fazer uma operação agora em outubro, novembro”, disse.

O parlamentar comparou a investigação sobre os vereadores às denúncias que, segundo ele, já foram feitas contra a administração da prefeita Flávia Moretti (PL). As declarações representam a avaliação de Júlio sobre o caso, enquanto as suspeitas relacionadas à eleição da Câmara seguem sob investigação.

Caso envolve dinheiro em espécie e monitoramento de chácara

O deputado também comentou a abordagem policial aos vereadores de Cuiabá Alex Rodrigues e Ilde Taques, durante o período de articulações para a eleição da Mesa Diretora. Na ocasião, foram encontrados R$ 40 mil em espécie no veículo abordado.

Segundo Júlio, a explicação que recebeu era de que o dinheiro seria utilizado para pagar serviços realizados em uma chácara. O parlamentar, porém, não apresentou documentos que comprovassem essa versão.

“O mais grave é que logo após os dois vereadores visitantes, o Alex Rodrigues e o vereador Ilde Taques, se não me engano, estava com dinheiro para fazer o pagamento da sua chácara de serviços de empreiteiros e foi agora até tido como envolvido no assunto. Então é uma coisa muito polêmica. Eu gostaria de não participar muito, porque já está terminando meu mandato”, declarou.

A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada em 20 de outubro e cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A ação mobilizou mais de 200 agentes e tem como foco suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e negociação de vantagens indevidas na disputa pelo comando do Legislativo várzea-grandense.

A inclusão dos parlamentares entre os alvos não significa comprovação de culpa. As responsabilidades deverão ser esclarecidas no decorrer das investigações.



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