ESTRUTURANDO ATENDIMENTO
UPA Ipase realiza adequações para ampliar capacidade de atendimento
Serviços realizados a partir dessa madrugada não interromperam atendimento
Mato Grosso
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande, passa por adequações na ala de medicação, com a abertura de duas novas salas e a reconfiguração do espaço interno.
A reforma inclui a quebra de parte da parede de alvenaria para melhorar a visibilidade da equipe de enfermagem, além da realocação dos pontos de oxigênio. Com a ampliação, a capacidade da ala passará de 20 para 42 cadeiras de medicação.
Estão sendo realizados também trabalhos de acabamento, pintura e elétrica. Os trabalhadores começaram a executar a obra a partir desta madrugada (23). Para não interromper o atendimento, os trabalhos ocorreram durante o período noturno, das 21h30 às 1h, com previsão de conclusão em até 10 dias.
Por Marianna Ferreira Peres/Secom/VG
Mato Grosso
Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso começa a atender
Os atendimentos do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso (HCAC) começaram nesta segunda (19). É a 35ª unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) administrada pelo Einstein Hospital Israelita no Brasil e a primeira no estado.
Os primeiros atendimentos estão sendo realizados junto a 30 pacientes encaminhados pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg) de Mato Grosso. A previsão é de que dez crianças e 20 adultos passem por consultas ambulatoriais das especialidades de urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica.
Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central, explica que as atividades ocorrerão por fases. “Gradativamente vamos ativando outras especialidades, como cirurgia geral e do aparelho digestivo, ginecologia, mastologia, cardiologia, cirurgia vascular, nefrologia, onco-ortopedia e onco-pediatria”, informou. A previsão é de que em abril o hospital atinja a capacidade plena, com cerca de 2 mil profissionais em seu quadro funcional.
Atualmente, mais de 700 colaboradores já foram contratados, dos quais 200 são médicos. O Hospital Central não é uma unidade ‘porta de entrada’, mas sim um hospital de alta complexidade, que trata casos de risco elevado e patologias graves, que demandam intervenções cirúrgicas de grande porte, suporte intensivo em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e tecnologia diagnóstica avançada.
Na prática, o paciente deve primeiro buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) da sua cidade, cabendo ao Estado o encaminhamento para o Hospital Central conforme a necessidade.
O Hospital Central foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 2025. Ao todo, foram 34 anos paralisado até as obras serem retomadas pelo Governo do Estado, que ampliou a estrutura original de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída.
“É um dia histórico para a saúde pública de Mato Grosso. Além de concluirmos a obra do hospital, estamos entrando em um novo modelo de gestão, que exige eficiência do administrador e entregas concretas para a população”, argumenta o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
LEIA TAMBÉM – Hospital Central atende primeiros pacientes: “é uma benção”
Ao todo, o Hospital Central conta com 287 leitos totais, sendo 191 leitos de enfermaria e 96 leitos de cuidados intensivos, dos quais 60 de UTI. O Centro Cirúrgico conta com dez salas cirúrgicas e uma sala híbrida com hemodinâmica.
A unidade é equipada para realizar cirurgias robóticas e diagnósticos sofisticados de imagem, com dois tomógrafos, dois equipamentos de ressonância magnética, um aparelho de hemodinâmica para diagnóstico, um equipamento para eletroencefalografia, um equipamento de oxigenação por membrana extra corpórea e um sistema para endoscopia.
Padrão Einstein. O Hospital Central será o primeiro estabelecimento de Mato Grosso do SUS a operar com a cultura de excelência de atendimento do Einstein, com infraestrutura de ponta e tecnologia avançada. Considerado o melhor hospital da América Latina, o Einstein ocupa a 22ª posição na última edição do ranking World’s Best Hospitals da revista Newsweek.
O Einstein é uma organização filantrópica com sede em São Paulo (SP) que leva, há 25 anos, a sua expertise para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas por meio de alianças com estados e municípios, e desenvolve mais de 40 projetos dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), em parceria com o Ministério da Saúde.
O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do SUS, maior rede pública de saúde do mundo, que atende mais de 212,6 milhões de brasileiros (IBGE, 2024). Para isso, o Einstein aplica nas unidades públicas o mesmo modelo de gestão usado em suas unidades privadas: uso intensivo de indicadores de qualidade, protocolos clínicos baseados em evidências, tecnologia, formação contínua de equipes e humanização do cuidado.
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