Mato Grosso
“Programa SER Família Habitação me deu a oportunidade de conquistar o que parecia improvável: o meu lar”, afirma moradora de Campo Verde
Mato Grosso
A gari Samila Ribeiro e a agente de endemias Alcidiane Santos de Oliveira foram beneficiadas pelo Programa SER Família Habitação, modalidade Entrada Facilitada, em Campo Verde, e fizeram questão de agradecer pessoalmente ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, pela oportunidade de realizar o sonho da casa própria.
Elas subiram ao palco durante a solenidade de lançamento de 320 apartamentos populares, nesta sexta-feira (21.2), e afirmaram que estão acompanhando cada passo da construção do prédio, cujas chaves serão entregues no final deste ano.
“Eu quero aproveitar para tirar uma foto e convidar a dona Virginia para tomar um café e comer um bolo de fubá na minha casa assim que eu me mudar, para que possamos comemorar juntas o novo lar. O programa me deu a oportunidade de conquistar algo que parecia improvável e de forma rápida. Cada dia que passo em frente à construção, percebo como avança”, afirmou Samila, que vai morar no apartamento com as duas filhas pequenas.
Além dela, a agente de endemias Alcidiane também participou do evento para falar da alegria de ter assinado o contrato do apartamento próprio. Ela mora em Campo Verde há 20 anos e tem dois filhos, um de 12 e outro de 9 anos.
“Eu sempre pedi a Deus a chance de ter uma moradia própria, mas era complicado. Eu morava com o meu pai, que tinha câncer. Então, não podia nem pensar em investir em uma casa, porque todo dinheiro que sobrava eu guardava para comprar remédios e ajudar no tratamento. Quando assinei o contrato, meu pai ainda era vivo e ficou muito contente quando eu falei que realizaria o sonho de sair do aluguel”, declarou Alcidiane.
A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, ficou emocionada com o encontro e aceitou o convite para comer um bolo na casa nova de Samila.
“Eu fico muito feliz em perceber como as pessoas se sentem realizadas com a casa própria. Não estamos falando de um simples bem, estamos falando de segurança, dignidade e autoestima. Histórias como as de Samila e Alcidiane me mostram que vale a pena continuar o trabalho à frente do Programa SER Família”, afirmou.
O imóvel
Samila e Alcidiane assinaram o contrato para compra de um imóvel no Residencial Florais do Campo 1, que está com 30% das obras concluídas e tem previsão de entrega para o final deste ano.
A construção faz parte da modalidade Entrada Facilitada, que é operacionalizada pela MT Participações e Projetos (MT Par). Segundo o presidente da MT Par, Wener Santos, os apartamentos têm 45 metros quadrados e são divididos em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.
“São áreas com toda infraestrutura e espaços de lazer para os moradores. As pessoas que viverem nesse residencial estarão em um ponto privilegiado da cidade, próximo a uma universidade, posto de saúde e escola. Não vamos entregar apenas um lugar para morar, vamos entregar um lar, onde as famílias poderão viver, conviver com a comunidade e construir uma história de prosperidade”, afirmou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica
A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.
A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.
Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.
“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.
A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.
“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.
Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.
“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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