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Professora de escola estadual tem projeto contemplado por programa do Greenpeace

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Mato Grosso

Da Redação.

O projeto de pesquisa da bióloga e professora Fabiana Aparecida Rego Ciecoski, da Escola Estadual Luíza Nunes Bezerra, localizada no município de Juara (a 709 quilômetros de Cuiabá) foi contemplado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa e Conservação da Biodiversidade na Amazônia, lançado pelo Greenpeace Brasil. A professora figura como a única representante do Estado de Mato Grosso entre os 18 trabalhos aprovados no país.

Sua pesquisa está fundamentada em um levantamento taxonômico da diversidade de fungos liquenizados presentes em diferentes áreas da Amazônia mato-grossense.

Ao todo, foram inscritos 147 projetos em todo o país. Estes projetos foram avaliados por um comitê de seleção composto por 11 pesquisadores, coordenados por Erika Berenguer, da Universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, e Fabricius Domingos, da Universidade Federal do Paraná. A seleção seguiu critérios como viabilidade, originalidade e relevância.

Fabiana Ciecoski é efetiva da rede estadual de ensino e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Câmpus Sinop.

Segundo a educadora, sua pesquisa está conectada às práticas de metodologias ativas para o ensino da educação ambiental, por meio de investigações científicas que podem ser protagonizadas pelo aluno através da mediação docente.

Em sua pesquisa, Fabiana conta com a orientação da micologista e taxonomista de fungos, doutora Flávia Rodrigues Barbosa, professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UFMT-Sinop. Conta ainda com a coorientação do doutor Adriano Afonso Spielmann, liquenologista e professor na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde desenvolve pesquisa em Liquens com trabalhos de levantamento, flora e revisões taxonômicas no Brasil e Antártica. Além disso, tem o apoio de assistência técnica de liquenologistas renomados no Brasil e fora.

A EE Luíza Nunes Bezerra tem tradição em projetos voltados à educação ambiental. Segundo a diretora da escola, Rosana Maria Cristófolo, o trabalho desenvolvido pela professora Fabiana contribui com a metodologia ativa da escola e atende os reais necessidade dos alunos.

“Trata-se do desenvolvimento de concepções e práticas educativas que contribuem para o desenvolvimento das diversas competências de nossos alunos e, consequentemente, para o protagonismo dos mesmos. Acreditamos que esta pesquisa fortalecerá ainda mais este trabalho em prol de investigações e cuidados científicos sobre a educação ambiental”, avalia a diretora.

Programa

O programa de incentivo à pesquisa de biodiversidade da Amazônia está ligado ao projeto Protegendo o Desconhecido, lançado em 2020 pelo Greenpeace Brasil e que tem por objetivo mostrar a importância da pesquisa científica.

O programa recebeu o nome de “Tatiana de Carvalho de Pesquisa e Conservação da Amazônia” e é destinado à concessão de bolsas de mestrado e apoio a projetos ligados a programas de pós-graduação de instituições públicas de ensino e pesquisa na Amazônia, nas áreas de Botânica e Zoologia.

Tem como objetivo incentivar estudos sobre novas espécies da biodiversidade amazônica através do apoio a pesquisadores brasileiros na identificação e descrição de novas espécies. Contribui com a conservação do bioma e assegura os serviços ecológicos que ele proporciona como o equilíbrio climático regional e global e, na bioprospecção, a cura para diversas doenças. 

O programa conta com um investimento de R$ 438 mil para pesquisas nas áreas de botânica e zoologia. 

 

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ABMJ elege nova diretoria durante assembleia realizada no TJMT

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A desembargadora Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva foi eleita presidente da Associação Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ) para o biênio 2026-2028 durante Assembleia Geral realizada nesta segunda-feira (11), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá. O encontro reuniu magistradas de diferentes regiões do país, de forma presencial e virtual, marcando a posse da nova diretoria da entidade.

A nova presidente destacou que a associação atua como espaço de fortalecimento coletivo, acolhimento e articulação entre magistradas brasileiras. Segundo Gabriela Knaul, a ABMJ também tem papel importante na participação de debates nacionais e internacionais ligados à democracia, direitos humanos, equidade e liderança feminina. “Assumimos essa missão com profunda confiança na capacidade das mulheres de transformar realidades por meio do diálogo, da competência e da solidariedade”, afirmou.

Antes da eleição da nova diretoria, a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, que presidiu a entidade desde 2024, fez um balanço da gestão e destacou o trabalho de reorganização administrativa da associação após o retorno da ABMJ a Mato Grosso, estado onde a entidade foi fundada. Ela ressaltou os avanços na regularização documental, atualização estatutária e fortalecimento institucional da associação, além da união entre as magistradas ao longo do período.

“Hoje nós temos uma associação organizada, com tudo em dia, pronta para a expansão”, declarou Jaqueline Cherulli, que agora passa a integrar a nova gestão como diretora financeira da ABMJ.

Também integram a diretoria eleita a juíza Renata Maximiano Chaves, como vice-presidente; a juíza Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza, na diretoria secretária; e a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, à frente da comunicação institucional da entidade.

A diretoria conta ainda com participação das desembargadoras Clarice Claudino da Silva, Maria Erotides Kneip e Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro, além da juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, entre outras magistradas que passam a compor a gestão da entidade.

Fundada em 1991, em Cuiabá, a Associação Brasileira de Mulheres Juízas teve origem como Associação Nacional de Magistradas (ANM). A entidade foi criada pela desembargadora Shelma Lombardi de Kato, pioneira ao se tornar a primeira mulher desembargadora do Brasil e também a primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Confira a composição da diretoria eleita para o biênio 2026-2028:

  • Presidente: Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva
  • Vice-presidente: Renata Maximiano Chaves
  • Diretora secretária: Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza
  • Suplente: Rafaela Santos Martins da Rosa
  • Diretora financeira: Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
  • Suplente: Clarice Claudino da Silva
  • Diretora cultural: Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro
  • Suplente: Maria Erotides Kneip
  • Diretora de comunicação: Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo
  • Suplente: Fabiana Azevedo da Cunha Barth

Com assessoria da AMAM / Fotos: Fernando Rodrigues

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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