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Policial civil Mário Wilson Gonçalves é condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo

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Foto horizontal colorida em plano médio que mostra o policial civil Mário Wilson sentado no banco dos réus no Tribunal do Júri. Ele é um homem pardo, alto, de cabelos e barba grisalhos, usando jaqueta bege.O policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri por homicídio culposo cometido contra o policial militar Thiago de Souza Ruiz, com pena determinada em dois anos de detenção, em regime inicialmente aberto, substituída por duas medidas restritivas de direitos. Além disso, foram retiradas medidas cautelares que ele vinha cumprindo, como o uso de tornozeleira eletrônica. O réu também foi condenado ao pagamento de custas. A sentença foi lida por volta das 22h20 dessa quinta-feira (14), após três dias de julgamento.

O réu era acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, o que acabou sendo desclassificado pelos jurados. No cálculo da pena, o juiz Marcos Faleiros da Silva entendeu que “no que diz respeito à culpabilidade, verifica-se maior grau de reprovabilidade da conduta em razão da culpabilidade exacerbada do réu, que agiu de forma muito negligente ao discutir anteriormente com a vítima, antes de ingressarem na conveniência”.

Na leitura da sentença, o magistrado seguiu: “Já no interior do estabelecimento, após a controvérsia acerca da vítima ser ou não ser policial militar, circunstância corroborada pelas imagens exibidas durante os debates, a vítima ainda tentou cumprimentar o réu, que se recusou a retribuir o cumprimento. Além do mais, depoimentos das requeridas testemunhas evidenciam que o réu permaneceu alimentando a animosidade anteriormente instaurada, mesmo após tomar conhecimento de que a vítima seria policial militar”.

Na dosimetria da pena, o juiz também destacou que “o réu encontrava-se armado e fazia uso de bebida alcoólica, circunstância também comprovada pelos depoimentos prestados em sessão plenária do júri e confirmada pelo próprio réu em juízo, momentos antes de ele desarmar a vítima. Fato que deu origem ao conflito, posteriormente culminou nos disparos de arma de fogo responsáveis pela morte da vítima, conforme laudo de necropsia. Dessa forma, ante a culpabilidade exacerbada, há de ser majorada a pena”. Por outro lado, também foi considerado que o réu é primário.

Logo após a leitura da sentença pelo magistrado, o promotor de justiça Vinícius Gahyva Martins afirmou que entrará com recurso de apelação. O recurso foi recebido imediatamente pelo magistrado, que determinou a remessa dos autos para as razões e, em seguida, para as contrarrazões.

Por sua vez, o advogado de defesa Renan Canto afirmou que, dentro do prazo legal de cinco dias, analisará a sentença e decidirá se irá ou não recorrer. A defesa pediu que seja considerada a detração da pena, “tendo em vista que ele já ficou preso em regime fechado por cinco meses e também que seja considerado os horários de finais de semana e os horários noturnos, onde o acusado teve a sua liberdade reclusa”, disse Renan Canto.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro e Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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TJMT avança em projeto para mapear competências e fortalecer gestão de pessoas

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Entender as necessidades das unidades, reconhecer talentos internos e planejar o futuro da instituição de forma mais estratégica. Esses são alguns dos objetivos das oficinas de mapeamento de competências e dimensionamento da força de trabalho realizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT).

A iniciativa integra um projeto desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e busca levantar, de forma técnica e participativa, quais competências são necessárias para o desempenho das atividades nas diferentes áreas do Judiciário mato-grossense.

Nesta etapa, o foco está voltado às unidades da área finalística do Poder Judiciário. O trabalho reúne servidores(as), magistrados(as) e especialistas em encontros conduzidos pelo Laboratório de Gestão do Comportamento Organizacional (Gestcom), da UFPA.

A gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas, Mariely Carvalho Steinmetz explica que o projeto vem sendo realizado em ciclos e contempla tanto as áreas administrativas, quanto as unidades judiciais.

“O mapeamento foi dividido entre unidades administrativas e unidades judiciais da área finalística. Agora estamos começando o mapeamento do que é considerado área finalística do Poder Judiciário”, destacou.

Mapear e desenvolver

Mais do que identificar funções e atividades, o projeto busca compreender quais habilidades, conhecimentos e comportamentos são essenciais para o desenvolvimento das atividades dentro de cada setor. A proposta é fazer um diagnóstico que auxilie o Tribunal na construção de estratégias voltadas à capacitação, desenvolvimento profissional e organização da força de trabalho.

Segundo a professora adjunta da Faculdade de Psicologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, Camila Carvalho Ramos, o contato direto com os servidores é fundamental para que o levantamento reflita a realidade das unidades.

“Esta é uma fase em que estamos em contato direto com os servidores e servidoras do TJMT, com o objetivo de mapear e definir o perfil profissional necessário para atuar nas diferentes áreas. A partir desse perfil de competências, conseguimos estruturar estratégias para a área de gestão de pessoas”, afirmou.

Construção coletiva

As oficinas também estimulam a construção coletiva e a participação ativa dos servidores no planejamento institucional. Para o analista judiciário Waldir Roque Piazzi da Silva, o trabalho ajuda a tornar mais claras as atribuições e competências necessárias em cada unidade.

“Quando você define a competência de cada unidade e de cada cargo, você define o que aquela pessoa precisa ter para desempenhar bem aquele papel”, pontuou.

O assessor jurídico Jean Marcel de Almeida Barros ressaltou que o projeto representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a gestão de pessoas e contribuir diretamente com os objetivos institucionais do Tribunal.

“Eu acredito que essa é uma ferramenta estratégica, capaz de integrar a gestão de pessoas e a valorização do capital humano ao planejamento estratégico do Tribunal de Justiça. Por isso, essa capacitação e essas oficinas são tão importantes, tanto para os servidores quanto para a instituição, porque contribuem para o desenvolvimento das equipes e para o fortalecimento do trabalho realizado pelo Judiciário”, destacou.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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