Mato Grosso
Operação “Bairro Seguro” tem balanço parcial com 38 prisões e 1.416 abordagens
Mato Grosso
Da Redação
Trinta e oito pessoas foram presas em flagrante e 1.416 foram abordadas apenas nas primeiras horas da 9ª operação “Bairro Seguro”, deflagrada na manhã desta terça-feira (19.09), pela Secretaria Estadual de Segurança Pública nos 141 municípios de Mato Grosso. O lançamento da ação foi realizado na Praça Santos Dumont, em Cuiabá, e segue por 24 horas.
A ação integrada, que conta com mais de 1.100 profissionais das forças de segurança, entre Policia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Politec e Detran, tem como objetivo a redução da criminalidade.
Entre as primeiras apreensões realizadas no Estado nesta terça-feira estão sete armas de fogo, 13 veículos e 2 kg de drogas. Já foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, 44 termos circunstanciados e 29 mandados de prisão, internação cautelar e prisão temporária, 60 pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimento, 914 veículos foram abordados e oito recuperados.
O secretário estadual de Segurança Pública, Rogers Jarbas, destaca que apesar da dificuldade econômica a qual o país enfrenta a “Bairro Seguro” tem sido realizada para garantir ainda mais a segurança da população. “Estamos lutando com todas as nossas forças [de segurança pública] em prol das pessoas de bem, da sociedade de Mato Grosso”, ressaltou Rogers.
A Prefeitura de Cuiabá também está atuando como parceira nesta 9ª atividade integrada. O secretário de Ordem Pública da capital, Leovaldo Salles, explica que os fiscais municipais estão atuando no comércio local para verificar, por exemplo, alvará de funcionamento. “Principalmente no centro histórico de Cuiabá, visando a cassação de alvarás dos estabelecimentos que estão em desvio de finalidade”.
Uma das ações do Corpo de Bombeiros na “Bairro Seguro” é a vistoria em casas noturnas, bares, lanchonetes, etc. “Isso para proporcionar segurança a toda sociedade”, pontuou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges Ferreira.
O helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também tem realizando apoio na operação. “Na Bairro Seguro a gente trabalha no aspecto repressivo, junto as ocorrências policiais que ocorrem no dia a dia, e no trabalho preventivo”, detalhou o coordenador do Ciopaer, tenente coronel PM Juliano Chirolli.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Vieira da Cunha, enfatiza que a integração entre as instituições é fundamental. “Temos que agradecer todas pessoas que estão participando, direta ou indiretamente, desta operação”.
O secretário de Segurança Pública ainda pontua que os três eixos que sustentam a segurança pública de Mato Grosso, investimento, metodologia de trabalho e comprometimento, estão apresentando bons resultados.
“Até agosto deste ano predemos mais de 15 mil criminosos, sendo que o ano passado em 12 meses nós prendemos 13 mil. Isso é porque os nossos profissionais estão se dedicando, se desdobrando para que a nossa metodologia de trabalho funcione e para que os investimentos sejam utilizados da melhor forma possível”, disse Rogers.
Rogers também destaca a atuação conjunta entre toda a força de segurança do Estado. “Todo o sistema de segurança tem agido. A PJC com uma repressão qualificada, a Polícia Militar com uma prevenção muito bem executada e com análise criminal, o Corpo de Bombeiros dando suporte, o Detran na operação Lei Seca e a Politec nos dando resguardo dos exames periciais. Não teria como fazer uma ação qualificada por parte da PJC sem a presença da Politec. Então é isso, é ação qualificada contra o crime organizado”.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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